06 ago 2013

Maternidade obrigatória, paternidade facultativa.

Post por Isabela Kanupp às 10:30 em Feminismo

 

Ainda hoje, muita gente insiste que não precisamos do feminismo, que a época de queimar sutiãs já se passou, que a mulher já conquistou tudo o que ela deveria conquistar. E dai eu te pergunto: cê jura?

O machismo está tão embutido em nós, que pequenas atitudes são consideradas normais e pasmem: até heroicas! Mas calma, é só machismo! 😉

paternidade facultativa

Essa matérias me chamou a atenção, em primeiro lugar porque eu sou mãe solteira ( ou separada, como vocês quiserem), eu trabalho, eu sou cuidadora do meu pai, cuido da Beatriz, da casa, tenho vida social e tudo o que uma pessoa normal faz. Eu conheço diversas mulheres e mães, que são sozinhas, que estudam, trabalham, cuidam da criança. Existem milhares de mulheres assim.
Nenhuma delas saí no G1. Nenhuma delas é destaque. Sabe porque?
Porque a nossa sociedade é machista. E uma mãe fazer tudo isso – que só de escrever me cansa – é considerado ” nada mais do que obrigação”, sabe porque? Porque ela é mulher. E para a nossa sociedade a responsabilidade de cuidar de uma criança, é somente da mulher.
Quando um homem assume essa responsabilidade – que já é dele – ele é considerado um herói, como disse nesse texto aqui sobre a supervalorização das pequenas coisas que os pais fazem.
Tudo o que esse rapaz  da matéria faz, não é nada além da obrigação dele, como pai. Ele não é herói. Ele não é guerreiro. Ele está passando o que milhares de mães passam todos os dias, e sabe o que é pior? Essas mães são chamadas de putas, somente por serem mães solteiras.

paternidade facultativa

Como a Luisa do blog Mamãe Neura disse: Na nossa sociedade machista, mãe solteira é puta e pai solteiro é herói.

O mais triste de tudo isso são os comentários no G1, chamando a mulher de vagabunda, dizendo que isso não é mãe, anulando totalmente o direito de escolha da mulher.

paternidade facultativa
Essa cobrança não existe sobre os homens. O pai, que saí de casa seja pelo motivo que for e “esquece” de exercer a paternidade não é cobrado com tanto afinco, afinal ” homem é assim mesmo”.
Já a mulher, que pelo motivo que for, resolve deixar o filho com a família paterna, ou avós, ou seja lá quem for, é vista como o diabo na terra.
Mulheres são cobradas o tempo todo. Quem nunca ouviu ” cadê a mãe dessa criança?”, jamais perguntam cadê o pai. Porque a mãe socialmente é considerada a responsável pela criança, não somente por parir, alimentar, cuidar, educar. A mãe tem de ser onipresente. O pai? O pai “tudo bem” se ausentar.

 

A mesma situação, dois pesos.
Fica a reflexão, quem é mais prejudicado nessa situação?E você tem certeza de que não precisamos mais do feminismo?

 

 Leia a continuação desse tema aqui

Outros artigos sobre feminismo aqui no blog!

 

 

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171 comentários para "Maternidade obrigatória, paternidade facultativa." | Adicione o seu »

  1. Juliana
    ago 06, 2013 @ 12:21 {Responder}

    Nossa, eu nunca comentei aqui no blog, mas hoje tenho que falar: você disse tudo! o machismo é coberto de hipocrisia, essa é só uma delas! parabéns pela clareza ao escrever, nem todo mundo consegue falar tão bem de um tema tão polêmico, um problema que as pessoas adoram fingir que não existe pra não terem que aguentar o tranco depois…

  2. ago 06, 2013 @ 12:51 {Responder}

    EXCELENTE! Não precisa nem ser pai solteiro pra ser herói, basta ser presente que o povo já acha que é um titã, um semideus… Meu pai sempre foi presentee era considerado “o cara” , ok, eu concordo, ele é o cara, mas nem mais nem menos do que a minha mãe…
    Meu marido também “faz de tudo em casa” e acho que ele não faz mais que a obrigação, afinal eu tbm faço de tudo… Mas os amigos e parentes não cansam de elogiá-lo por trocar fraldas e usar sling, eu só estou cumprindo meu dever de mãe, ele é o máximo! Sempre comentamos isso em casa e nossa conclusão é que enquanto pais presentes forem notícia é porque ainda não temos igualdade de verdade…

    • Paulo
      ago 07, 2013 @ 22:49 {Responder}

      Dona Gabriela, isso não é mais do que uma homenagem aos pais dedicados, presentes, que amam a família e os bons costumes. Homenagem que são feitas também para as mães próximo e no dia delas, não se ofenda, isso é a vida que gira em torno do ser humano, homem e mulher.
      Ninguém é mais ou maior do que o outro. O espaço que hoje a mulher ocupa na sociedade não só foi conquistado por vocês, como também reconhecido pelos homens que zelam pela grandiosidade da família e dedicam-se a construção do caráter dos filhos.
      O caso acima é uma exceção, pois ainda a mulher na grande maioria dos casos, cumpre o papel de dona de casa e no meio corporativo.
      A reportagem busca dar importância o que sai do costume, e valoriza aqueles que estão se “atualizando” a nova realidade. Muitos homens ocupam este papel, “dono de casa” e atividades profissionais, hábito que veremos ser cada vez mais comum.

      • Nando Bezerra
        ago 08, 2013 @ 07:44 {Responder}

        Concordo Paulo, eu posso até estar enganado, mas eu acredito que chamar mãe solteira de puta é coisa do século retrasado. Fui criado por mãe solteira e nunca a chamaram assim.. Chamam de trabalhadora, de forte, resiliente. E isso me ensinou valores paternos que ainda irei por em prática. Sempre quis ser pai e não vejo a hora. Acredito que é como o Paulo falou, não sai essa homenagem aos pais todo dia no G1, mas como está chegando o dia dos pais… auto explicativo.
        Será que não saiu uma no dia das mães também? Para as mães?

        Concordo com muita coisa que você escreveu, mas dizer que mãe solteira é puta.. foi uma viagem.. no tempo!

      • Bento
        ago 08, 2013 @ 12:45 {Responder}

        Excelente pontuação Paulo e Nando. Eu ainda pontuaria o seguinte, citar “feminismo” como algo positivo é equivalente à ideia do meu avô onde o homem tem que “botar moral”, colocando em vigência o “machismo”.
        Passou da hora de pararmos com essa gerra de gêneros.

      • Radek
        ago 08, 2013 @ 17:21 {Responder}

        “Bons costumes”! Faz-me rir.

        • Isabela Kanupp
          ago 08, 2013 @ 17:22 {Responder}

          Todos pela moral e bons costumes… Ô! haha

        • Pedro
          ago 09, 2013 @ 13:09 {Responder}

          Quanto à questão dos bons costumes e da moral acho a postura do cara seria um ótimo costume, justamente por ser uma atitude plenamente moral e responsável. (houve aqui alguns preconceitos semânticos com esses termos).

        • Pedro
          ago 09, 2013 @ 13:14 {Responder}

          Quanto à questão dos bons costumes e da moral, não é engraçado, é preconceituosa da sua parte, acho a postura do cara seria um ótimo costume, justamente por ser uma atitude plenamente moral e responsável. (houve aqui alguns preconceitos semânticos, com esses termos).

    • Rosane
      ago 08, 2013 @ 10:58 {Responder}

      Pessoal, só discordo com as colocações “Mãe solteira” ou “Pai solteiro”. O estado civil é o que menos importa no momento em que uma vida é gerada e necessita de amor, alimento e cuidados para viver… se quem irá suprir estas necessidades é humano e responsável, creio ser esta a condição.
      abs.

  3. ago 06, 2013 @ 12:57 {Responder}

    Discordei completamente do post.

    Na questão de cuidado de filhos, há até fator biológico que explica porque é mais comum a mulher criar um filho sozinho do que um homem. E você fala de ‘dizendo que isso não é mãe, anulando totalmente o direito de escolha da mulher’, mas se o homem escolhe não se envolver com a criança é totalmente condenado também, não é assim. Uma coisa que temos que lembrar é que o compromisso de um pai ou uma mãe não é com o outro genitor, mas com a criança, e na moral, eu mesma sou mãe solteira e tenho muitas amigas que também são, e nem eu e nem elas fomos chamadas de putas ou o que for, inclusive todos os dias recebo apoio moral por me sacrificar tanto pelo Bernardo e vivo ouvindo que eu deveria colocar o pai dele na Justiça [não o fiz pela relação mais ou menos pacífica que tenho com a família dele, mas estou pensando no momento em fazê-lo pelo aumento dos gastos com o Be e o fato de que a pensão estipulada não foi em momento algum de acordo com a minha opinião].

    Se não é todo homem que assume filho de uma relação já terminada, quem dirá assumir TOTALMENTE os cuidados da criança! E eu julgo SIM a mãe dessa criança, porque hoje em dia uma das poucas coisas que funcionam nas leis do país é a questão da pensão, e ela poderia ter se movido para ir atrás dos direitos da criança, toda criança tem direito a vaga em creches públicas. Falar que não tinha como sustentar e cuidar é desculpa, tenho uma amiga que quando criança ia pro trabalho com a mãe faxineira, que nunca contou nem com a pensão do pai, com a ajuda, e hoje ela é mãe, e agradece à dela por tudo. Quem quer cuidar de um filho sempre se arruma!

    Não é o pai que carrega por nove meses, não é o pai que segura a barra com riscos de parto prematuro, com medo do parto, que é cobrado quando a criança não se parece com ele. É a mulher. E por quê? Porque ela é a única certeza na vida desse bebê, na gestação dele, e se ela é capaz de assim mesmo não fortalecer o seu amor e seu orgulho para garantir ser tudo de que ele precisa, para que teve? A grande maioria dos homens não tem a ligação incondicional com os filho como uma mãe tem, então é mais fácil para ele não se responsabilizar, mas é exigido muito esforço ou muito descaso para uma mãe abrir mão de um filho assim!

    Aqui em casa mora meu sobrinho, de um ano e nove meses, que foi abandonado pelos pais. Nem chegou a conhecer o pai, e minha irmã o abandonou aqui quando ele tinha três meses. Como mãe, não consigo entender como ela fez isso, como ela pode acordar toda manhã sabendo que tem dois filhos no mundo e que ela não tá nem aí pra eles [ela tem uma filha de um outro relacionamento que largou com o pai e a madrinha dele]. Ele não tá nem aí pra falta do pai dele, mas ele vê meu filho me chamando de mãe e chama todo mundo -minha mãe, a babá, a faxineira -de mãe, porque ele tem a necessidade dessa figura.

    Quem a criança chama quando se machuca? Quem nós mesmas, já adultas, clamamos quando nos ferimos, estamos em desespero? Nossas mães. E se elas nos abandonam, o buraco no nosso peito é imenso e nunca é preenchido.

    Esse cara merece SIM todo o respeito por ter feito o que muito ‘macho de respeito’ não teria a cara de fazer! O machismo ainda é forte hoje porque as pessoas fazem questão de ver em tudo, esquecem que antes de esse cara ser homem ele é um genitor cuidando de seu filho e dando tudo de que ele precisa.

    • Isabela Kanupp
      ago 06, 2013 @ 14:02 {Responder}

      Laura, desculpa. Mas pelo seu comentário da para ver N injustiças que acontecem e o tratamento diferenciado entre mães e pais solteiros. Existe sim a diferença e a culpa é do machismo. A mulher tem sim o direito de escolher criar ou não um filho, independente da grana, do apoio, se ela quiser que esse filho seja criado com o pai tem de ser direito dela. Dinheiro nenhum paga emocional Laura. Dinheiro nenhum paga uma educação que talvez essa mãe não estivesse interessada em dar.

      Você mesmo respondeu essa questão: antes de esse cara ser home ele é um genitor cuidando de seu filho e dando tudo que de que ele precisa.

      Exatamente Laura. Não há motivos para estardalhaços, ele esta fazendo a obrigação dele, assim como nós, mães, fazemos todos os dias em todas as partes do mundo :)

      Não é nada demais o que ele está fazendo. E sim, é machista toda a situação de por isso ele sair em um portal de notícias e ser endeusado.

      • Nély
        ago 07, 2013 @ 12:56 {Responder}

        Sério q criar um filho, pra uma mulher, deve ser uma escolha? Q MUNDO É ESSE?? A escolha é ter um filo, fazer um filho, criar ele é uma obrigação!! Laura, eu sou madrasta de 3 meninos, sou casada a 7 anos, a mãe deles simplesmente fpoi embora, e disse a nós q se nós não os quisessemos, ela distribuiria as criança, como se eles fossem roupas sem uso!! E VC VEM DIZER Q ISSO NÃO É UM ABSURDO? CLARO QUE É! concordo com a Laura em cada letrinha!! Mãe tem obrigação SIM de criar seus filhos, não é uma escolha!! Eu e meu marido fazemos de tdo pelos meninos, abrimos mão d tdo por eles, e nunca nos arrependemos, pq eles são nossa obrigação! Meu avô abandonou minha avó com 5 filhos pequenos, e nunca deu auxilio! A família sempre perguntou a ela, se não seria mais fácil, ela entregar um ou dois aos meus bisavós, e ela sempre disse q ela nunca faria isso, pq do lado da mãe, a barriga pode doer, mas dói menos!! O pai é importante? claro!! deve fazer seu papel? óbvio! mas nunca, NUNCA, ele poderá preencher o vazio que a falta de mãe deixa no coração de uma criança!! e eu vejo esse vazio tds os dias!! essa disculpinha d q a mulher tem o direito de “escolher” se pode criar um filho ou não,, é desculpa de vagabunda sim!! nós somos mais forte e mais capazes do q qulqr homem em cima dessa terra, e temos a obrigaçãode criar nossos filho!! não me venha com esse papinho magro não!

        • Isabela Kanupp
          ago 07, 2013 @ 17:50 {Responder}

          Nély, porque a mulher é obrigada a criar um filho?Sendo que, anticoncepcionais falham, camisinha falha (ambos falharam comigo). Porque não cobramos toda essa ” obrigação” de criar um filho a um homem? Não, não é obrigação da mulher criar um filho, nem tê-lo.
          Eu não acho absurdo, talvez ninguém saiba o que motivou essa mãe, e outra coisa, ela deixar essas crianças com pessoas que tem mais estrutura (seja financeira ou emocional ) cuidar, é sim um ato de amor! É querer o melhor para os filhos.
          No caso da sua avó, pelo que você descreveu havia uma enorme pressão para ela tomar uma decisão – ou tomarem essa decisão por ela – mas jamais cobravam nada do seu avô pelo que você descreveu né? Está ai, o machismo. Você acabou de descreve-lo.

          Não acredito que uma mulher seja vagabudna – nem por esse motivo, nem por tantos outros – porque ela escolheu. E sinceramente tenho DÓ de quem deixa que a sociedade, o marido, a vó, o vô, o pai a mãe, escolha no lugar dele! 😉

          • Claudio Bitencourt
            ago 08, 2013 @ 00:08 {}

            Isabela,

            Concordo contigo, em tudo a decisão de ter o filho(a) é o mais importante, tenho 2 e um criei praticamente só, não fiz um favor a mim nem a ele, mas é meu filho como é de qualquer mãe por melhor que seja.

          • Gabriela Mota
            ago 08, 2013 @ 22:29 {}

            Rapaz, acho que criar filho – seja homem ou mulher – é sim obrigação. Paciência se a pílula ou a camisinha falharam. Abortar não é legalizado no Brasil, então quem faz o filho e quer ficar dentro da lei tem obrigação de criar mesmo!

            Justamente por isso critico a reportagem do G1 – pra que essa festa toda se o cara só tá cumprindo seu dever? É machismo achar o cara heroi se ele não tá fazendo nada especial – nada diferente do que tantas mulheres fazem.

            Mas de jeito nenhum criança é brinquedo pra ser jogado fora se os pais não quiserem. Claro que a mulher não tem direito a escolher entre criar ou não. Nem ela nem o homem, por sinal. Vai procurar na lei e te garanto que você não vai encontrar essa possibilidade. O que a sociedade faz é tentar minimizar o sofrimento da criança ao aceitarem as crianças indesejadas pelos pais em orfanatos e creches.

      • Pedro
        ago 09, 2013 @ 13:04 {Responder}

        Não! Ela não tem esse direito! Nem ele, nem ela! E acho que a matéria na verdade é muito boa no sentido de mudar a cultura. Não se muda cultura “na porrada” como em alguns comentários aqui, mas é um processo lento e ao qual as gerações vão aderindo aos poucos, com exemplos como os desse pai. A mãe da criança pelo contrário (bem como esse seu comentário) está tentando impor um “machismo às avessas” um “feminismo” totalizante e fora de propósito. Sim gostaria que a atitude dele fosse considerada normal, e um dia será, mas ela é sim uma irresponsável e não tem o direito de abandonar o filho. Os dois fizeram, os dois criam. Como esse menino vai ter assegurado o seu direito de ser amamentado até os 6 meses com uma mãe dessas? O pai não pode suprir isso. Será que ela vai presa se não pagar a pensão pra ele? E se ela tem esse direito de não criar o filho e ele também, como fica se os dois resolverem não assumir? Palhaçada esses “direitos” feministas estúpidos, (parece criança com brinquedinho novo). Quanto à questão dos bons costumes e da moral acho a postura do cara seria um ótimo costume, justamente por ser uma atitude plenamente moral e responsável. (houve aqui alguns preconceitos semânticos com esses termos).

    • Andreia
      ago 06, 2013 @ 17:41 {Responder}

      Laura
      Você fez o que todos fazem para esculachar a mãe. Usou um caso isolado para explicar o geral e isso é indução. Se ele tem mais condições (financeiras e emocionais) de criar do que a mãe pode ser o responsável sim.

    • Moraes
      ago 06, 2013 @ 22:22 {Responder}

      “E por quê? Porque ela é a única certeza na vida desse bebê, na gestação dele, e se ela é capaz de assim mesmo não fortalecer o seu amor e seu orgulho para garantir ser tudo de que ele precisa, para que teve?”

      Concordaria com vc,principalmente nessa parte, se existisse uma coisinha chamada opcao de escolha pra mulher,sociedade nao julgar qual a for,muher empoderada.E principalmente sobre outra coisinha-DESCRIMINALIZACAO ABORTO!

    • Luciana
      ago 07, 2013 @ 08:33 {Responder}

      O problema todo é que infelizmente o maxismo está mais plantado em nós mulheres do até mesmo nos homens…. ele não faz mais do q a obrigação dele SIM!

    • Rosana O.
      ago 07, 2013 @ 20:33 {Responder}

      Moça, você é machista…

    • Ana
      ago 07, 2013 @ 22:26 {Responder}

      Faxineira??? Babá???? Queria ver se teria a mesma opinião se não tivesse ninguém do lado! Em casa, na frente do computador com a barriga cheia e com ajuda é mto fácil falar dos outros!!!
      PS: Moça, vc é MUITO machista!

  4. ago 06, 2013 @ 16:06 {Responder}

    Nem preciso comentar, né?! Infelizmente isso está tão profundo na raiz da nossa educação que vemos mulheres denegrindo outras mulheres e achando essa mãe a pior mãe do mundo sem nem saber os motivos que a fizeram tomar essa decisão. Lamentável.

    • Nély
      ago 07, 2013 @ 12:58 {Responder}

      NADA NO MUNDO justifica abandonar um filho? esse feminismo inventado, cria mulheres cada vez mais fracas, q se acham mto fortes! e q na primeira marolinha, ja abandonam tdo!! aprendam a ser fortes com suas avós!!

  5. ago 06, 2013 @ 16:44 {Responder}

    Engraçado como as pessoas jogam a responsabilidade da reprodução toda nas costas das mulheres, né? Como se aos homens não coubesse nenhuma responsabilidade.

    Instinto materno é construção histórica. Isso não existe. Assim como pintar um homem como um ser incapaz, quase um idiota que é incapaz seja de cozinhar, organizar uma casa a cuidar do próprio filho. Pessoas acreditam nisso, criam seus filhos sob esses moldes e o ciclo parece não ter fim.

    MULHER SOLTEIRA CRIA O FILHO SOZINHA, SEM AJUDA DE NINGUÉM. ——-> alguém já viu a porra de uma manchete dessas em algum jornal? Eu não.

    O que esse rapaz fez foi apenas assumir a parte que lhe cabe. O filho também é dele, oras.

    • Isabela Kanupp
      ago 06, 2013 @ 17:20 {Responder}

      Dani, Badinter deveria ser leitura obrigatória para algumas pessoas né?!

    • Nély
      ago 07, 2013 @ 13:00 {Responder}

      e pq a necessidade do confete?? orgulho próprio, sem reconhecimento e aplausos d tdomundo, tem muito mais sabor!

      • Isabela Kanupp
        ago 07, 2013 @ 17:51 {Responder}

        Nély, é exatamente disso que estamos falando caso você não conseguiu interpretar o texto. Que ótimo que o pai assumiu a responsabilidade, mas né… pra que esse confete se isso acontece TODOS os dias com diversas mulheres?

  6. Tatiane Holiver
    ago 06, 2013 @ 17:24 {Responder}

    Perfeito o seu post,percebo que muitas mulheres tbm tem este machismo como por exemplo não ensinar um filho a fazer as tarefas domésticas pelo fato de ser homem, ainda existe muito disto vejo por algumas pessoas da minha família.
    Outro caso que tbm vejo: o ex marido de uma colega pega todo final de semana as filhas para ficar com ele, já ouvi pessoas achando o máximo, eu até questionei esta pessoa, se ele é pai pq tem que sobrar só para a mãe ficar com as filhas sempre, ele não está fazendo nenhum favor a mãe, ele está fazendo o que é de obrigação dele, os filhos foram os dois que fizeram, mas acho que a nossa sociedade ainda vai demorar muito para mudar o pensamento.
    Adorei tudo o que vc escreveu e concordo.

    • Isabela Kanupp
      ago 06, 2013 @ 17:33 {Responder}

      Tatiane, quando minha filha vai para o fim de semana com o pai eu tenho essa mesma sensação, as pessoas acham que eu sou folgada por manda-la para a casa do pai, acham ele super pai porque ele fica com ela no fim de semana. Eu acho que é o mínimo. Já que eu fico com ela os outros 5 dias na semana, certo? O correto seria no mínimo ele ficar mais dias ainda. :)

      Mas a sociedade vê isso como ” obrigação da mãe”.

      Beijos e obrigada por comentar.

  7. Maurício Siqueira
    ago 06, 2013 @ 17:25 {Responder}

    Queria dar uma opinião, por ser pai a pouco tempo, do meu 1º filho. Concordo com muita coisa que falaram, e realmente a sociedade que vivemos é machista. Só não concordo com o radicalismo. Cada caso é um caso. Temos mães que abandonam filhos (que pra mim não pode ser chamada de mãe) e Pais q assumem inteiramente a criação dos filhos, mesmo estando casados. Pra vcs verem como é ponto de vista, pra mim, a reportagem em questão, mostra como a maioria das mães, são isso tudo, heroínas, guerreiras, tudo q apenas alguns poucos pais conseguem ser. Jornais destacam o diferente. Super mães é o cotidiano. Nos pais e filhos, devemos agradecer todos os dias, ao dormir, pela mãe incrível que vcs são. Digo isso pq sempre quis participar, trocar fralda, dar banho, dar mamadeira, levar no pediatra… e até faço. Mas infinitamente menos que a mãe, pra ela é natural, quase uma extensão do dia a dia. O que pra mim é uma dificuldade, ela faz com maestria, com uma facilidade que parece que fez isso a vida toda. Mãe é instinto, é um laço que se cria na fecundação, um laço que nos homens jamais saberemos o q é. Carregar um Bebe no ventre, já transforma vcs mães em seres incríveis. Portanto, não acho q é por esse lado. Dou parabéns a esse pai, que tem uma reportagem mostrando como ele é diferente e especial tentando ser apenas uma MÃE.

    • Isabela Kanupp
      ago 06, 2013 @ 17:31 {Responder}

      Maurício, justamente!
      O jornais mostram o diferente, e não é triste isso ser diferente?Isso também faz parte do machismo.
      A questão do instinto é mais uma construção social do que algo natural Maurício, da mesma forma que sua mulher aprendeu a trocar fralda, dar banho, alimentar o bebê, você também tem a mesma capacidade de aprender. O porque dela fazer com maestria? Muito provavelmente por ela fazer mais vezes que você.

      Mas obrigada pelo comentário e por participar :)

      • Maurício Siqueira
        ago 06, 2013 @ 18:07 {Responder}

        Não acho q o Instinto materno é uma construção social… olhe o reino animal.

        • Isabela Kanupp
          ago 06, 2013 @ 18:16 {Responder}

          Mauricio, se você aceita uma sugestão tem uma autora chamada Élisabeth Badinter e ela tem um livro chamado Um Amor Conquistado, que fala justamente a construção social do instinto materno. Vale lembrar que o homem ( e também o macho) biologicamente TAMBÉM tem instinto. 😉

          O livro você pode encontrar aqui: http://www.fiocruz.br/redeblh/media/livrodigital%20(pdf)%20(rev).pdf

    • Nély
      ago 07, 2013 @ 13:07 {Responder}

      Homens de verdade enxergam isso, e ensinam isso aos filhos!! Meu marido é exatamente assim, como vc! É um orgulho ver um homem q sabe reconhecer suas mulheres! Dê os parabéns a sua mãe!!

  8. Anônimo
    ago 06, 2013 @ 17:39 {Responder}

    A mãe faz tudo com maestria pq enquanto vc brincava de carrinho e futebol na rua ela tava dentro de casa brincando de boneca e aprendendo como cuidar de um filho, da casa, etc.

    • rose
      ago 08, 2013 @ 16:53 {Responder}

      Eu ia dizer exatamente isso.
      Os meninos brincam, enquanto as meninas são adestradas para serem mães e donas de casa.

  9. Célia Regina
    ago 06, 2013 @ 18:39 {Responder}

    Concordo que o machismo existe, e os homens devem ter as mesmas responsabilidades que nós mulheres na criação e educação do filhos. Mais NUUUUCA um homem ira cuidar melhor de uma criança do que a própria mãe, porque fisiologicamente, espiritualmente e psicologicamente a MULHER é preparada pra isso. Sou mãe de 3 filhos, e tive a minha primeira filha com 18 anos, não estava preparada nem um pouco pra ser mãe, mas do momento do nascimento dela em diante, eu conseguia sentir e saber tudo que ela precisava, conhecia todos os chorinhos e sabia de todas as necessidades dela, sem nunca ter sido mãe, e isso foi a coisa mais prazerosa que aconteceu na minha vida. A relação de uma mãe com um filho é completamente diferente da relação de um pai. A criança pode estar feliz e brincando com o pai, mas se acontece alguma coisa com ela, instintivamente ela procura a mãe chorando. Esse é um legado nosso de puro amor com a nossa prole e graças a Deus que temos esse instinto e esse amor incondicional que nasce junto com os nossos filhos. Porque caso o contrario a raça humana estaria a beira da extinção, porque um homem tem coragem de abandonar seu filho, mas uma mãe não tem coragem de fazer isso, porque o filho é uma extensão dela e ela defende sua prole com unhas e dentes pra que nada de mal aconteça a ela. É obvio que também existem mães que abandonam os seus filhos por vários motivos, e eu não estou aqui pra julgar ninguém, na maioria das vezes os mesmos motivos que fazem essas mulheres abandonarem os filhos, é o mesmo motivo dos homens (liberdade), se ele pode abandonar eu também posso…pensam elas. Graças a Deus que a maioria das mulheres não pensam assim, porque até mesmo na natureza vcs não vêem uma femeá abandonando seus filhotes, somente os humanos são capazes de serem tão mesquinhos e egoísta dessa forma. Ser MÃE é a maior dadiva que Deus nos deu, e nesse quesito eu nunca quero ser igualada a um homem.

    • Nély
      ago 07, 2013 @ 13:05 {Responder}

      Lindo! Perfeito!! Fiquei com vontade de te dar um abraço!!:)

  10. ago 06, 2013 @ 18:46 {Responder}

    Adorei o post e realmente concordo com o que foi escrito. O que o cara está fazendo é admirável pela sociedade que vivemos? Sim. E espero que muitos se espelhem nele e façam igual, mesmo estando junto com as mães do bb.
    Qto ao instinto que foi citado acima, estou grávida de 18 semanas e meu marido está curtindo essa gravidez tanto (ou mais) que eu. Ele ainda não sente mexer, mas tá sempre com a mão na barriga, vai em todos os US, consultas médicas, conversa com o bb, dá oi qdo chega e tchau qdo sai… É a forma que ele achou que já começar a construir uma ligação com esse filho que ainda só eu sinto.
    Eu acredito que quando nascer ambos teremos o mesmo instinto em relação ao filho.
    A única coisa que ele é fisiologicamente impossibilitado de fazer é de amamentar, de resto ele é completamente capaz.

    • Isabela Kanupp
      ago 06, 2013 @ 18:53 {Responder}

      Louca (que não é nada louca), eu ia escrever um texto essa semana sobre isso e vou aproveitar que você citou. Você já reparou como a nossa sociedade exclui o pai, de diversas coisas relacionadas a chegada do bebê? Enquanto isso, o vínculo mãe e filho obviamente ficará mais forte. Homens não são incentivados a ir nas consultas e quando vão, já reparou que são poucos os médicos que os tratam como real parte da maternidade?

      Ele pode não amamentar, mas como no texto anterior que eu escrevi, ele não só pode como deve te dar esse apoio, principalmente apoio emocional <3
      E parabéns para vocês!
      Um beijo

    • ago 07, 2013 @ 13:59 {Responder}

      Ia comentar isso… Meu marido troca fraldas melhor que eu… Será que ele é uma mulher operada e nunca me contou ( já que o instinto é biológico né…). Nisso tbm entra aquela coisa toda de “supermulher”. Eu fico p* da vida quando vêm aqueles “elogios” de 8 de março falando que mulher “faz comida, lava, passa, trabalha, fica linda, lisa, magra e de batom…” Isso é machismo, não elogio!

      • Isabela Kanupp
        ago 07, 2013 @ 17:56 {Responder}

        Machismo descarado!

    • Liuli
      ago 07, 2013 @ 14:45 {Responder}

      Sabe que até amamentar já teve pai se arriscando e tendo êxito, não no sentido de alimentar o bebe, mas no sentido de passar segurança e conforto que o bebe sente quando mama. Veja a história do pai Rodolfo Francisco Ribeiro Marg (está rolando no facebook):

      Em homenagem à Semana Mundial de Amamentação , vou postar a foto POLEMICA novamente
      ( sim essa foto ja rodou alguns vários grupos de Mães que são a favor da amamentação/Parto Natural e sim eu ja fui xingado por alguma delas com adjetivos do tipo BIZARRO, PEDÓFILO, INSANO,NOJENTO e etc.
      Mas eu não ligo e nem liguei porque a foto tem uma história bem mais interessante por trás que eu vou contar abaixo)

      Certo dia quando Valentina ainda tinha poucos meses de vida (creio que entre 2/3 meses) a Jé Bonizzi precisou sair pra fazer um exame, coisa rápida , era algo em torno de 45min e ela ja estaria de volta, pois bem, ela amamentou a valentina e ela foi dormir a soneca da tarde (aquela que dura por volta de 2h)

      A jeh saiu e eu fiquei la , do lado do berço , vendo de 10 em 10min se o bebê tava respirando (se você é pai sabe do que eu to falando, se não é, certeza que você vai ter esse TIC tbm) e tal.
      Passou 1h e PLIM , o bebê acordou , acordou tranquila e rindo.
      Liguei pra Jeh e ela estava presa no trânsito e pra ajudar tinha começado a chover

      Bom distrai o bebê enquanto pude até que veio ….. o CHORO, eu sabia que era o choro de fome (tina sempre teve choros característicos) e aquele choro foi aumentando até que chegou ao ponto que eu pensei : E AGORA ? QUE EU FAÇO ?

      Liguei de novo pra Jeh e adivinha? caixa postal ¬¬”

      Bom pensei comigo, as vezes não é FOME , as vezes é carência
      Num súbito acesso fiz o que me veio a cabeça, vou amamentar (porra marga? amamentar? ta louco?) sim eu tava, minha filha estava chorando e a mãe estava longe

      Bom ela pegou o peito, cerrou a gengiva (não não doeu) e ficou la , parada, sem sugar sem nada, mas o choro parou , ela ficava me olhando (devia estar pensando: minha mãe não tem barba …… mas é o que tem pra hoje né? )
      Isso durou 15min e ela voltou a dormir

      Quando a Jeh chegou ,depois de 3h, toda desesperada, porque a essas horas ela ja devia ter sentido (mãe tem essas coisas) que o bebê ja devia estar acordado, veio e me perguntou:

      – Ela não ACORDOU ainda?
      – Acordou
      – E não chorou ?
      – Chorou muito
      – E O QUE VOCÊ FEZ

      Eu com aquela cara de super-homem (ou super pai) falei:
      – AMAMENTEI =’) (logico que tive que mostrar isso posteriormente pra ela e ai ela tirou essa foto )

      É assim , eu sou homem, não produzo leite, mas acredito que o amamentar vai muito alem disso, é um contato direto que você tem com o seu filho/filha, é como se você mostra-se pra ele o que é AMOR/CARINHO/ATENÇÃO , mas numa língua em que ambos entendam.

      Então tai , parabéns a quem amamenta, a quem tenta amamentar ( se tiver duvida procure as meninas do Grupo Virtual de Amamentação ) e a quem apoia a amamentação.

      • Isabela Kanupp
        ago 07, 2013 @ 17:57 {Responder}

        Eu vi essa notícia! Para você ver que: HOMEM TAMBÉM TEM INSTINTO. Homem também sabe identificar choro do bebê. Homem também pode acalmar, dar colo, fazer dormir, trocar fralda, dar banho. TUDO.
        Ou seja, o que trás a excelência é a prática, CLARO que um homem poderá não trocar fralda tão bem, tudo depende de prática.

        • Pedro
          ago 09, 2013 @ 14:57 {Responder}

          Parece que há outro probleminha aqui quanto a questão relacionada à construção cultural e instinto. Sim nessa questão da gestação há algo de instintivo na mulher que não se compara nem de longe com o dos homens. Converso isso com a minha mulher, que é executiva, desde que a minha filha nasceu, no início ela me chamou de machista etc., mas aos poucos viu algo na minha relação com minha filha que a fez repensar. Veja:
          A mulher passa nove meses com um serzinho em sua barriga, tem uma série de alterações hormonais antes, durante e depois de passar pelo parto (que é algo grandioso na experiência humana), o que a leva naturalmente a um envolvimento, um cuidado com o filho (pode-se observar isso em diversos mamíferos) a amamentação é outro fator importante desse laço da mãe com a criança, antes do nascimento a criança passa nove meses sentindo seus batimentos, sua temperatura, o som da sua voz seus movimentos etc. O filho já é uma realidade concreta para ela quando nasce, e ela para o filho ao amamentar eles se fazem próximos fisicamente; batimentos, voz, temperatura, etc.. O pai por sua vez, e digo isso por experiência própria, por mais que participe e esteja presente a todas as consultas, e tenha todas as informações e detalhes possíveis, não tem essa experiência concreta de ser “um” com o filho como a mulher.
          Muitas vezes escutei homens dizerem que o dia do nascimento do filho foi o dia mais importante de suas vidas, que sentiram um amor enorme etc.. Minha experiência, no entanto, não foi assim e até acho que muitos desses comentários “frase feita” são ditos por receio dos homens de expressar sinceramente seus sentimentos.
          O dia do nascimento de minha filha, não foi toda essa euforia que dizem, foi a sensação de ser apresentado pela primeira vez uma pessoa, um estranho, não senti toda essa emoção; nem de longe. Cuidei intensamente da minha filha todo o tempo, fui eu que dei banho nela nos primeiros 15 dias, troquei todas as fraldas necessárias e até arrumei um aparato para ela mamar no meu dedo mindinho com uma mangueirinha de silicone. Isso é construção cultural.
          Passei a me envolver com ela depois que nasceu, e o dia em que ela falou a primeira palavra e foi “papai”, esse foi o dia mais inesquecível da minha vida. A relação agora era realidade, eu passei a existir para ela aos poucos e ela para mim (cultural). Se a tivesse abandonado ou tivesse convivido pouco com ela nesses primeiros momentos ela com certeza não significaria tanto para mim, amo-a hoje 300 vezes mais que no dia em que nasceu, mas porque eu quis que fosse assim, eu determinei o meu comportamento conferindo-lhe sentido, de modo moral e responsável.
          Abandona-la hoje, seria algo impossível. Fico louco quando as férias não coincidem e tenho de passar 15 dias longe dela. Esse afastamento insano pensado depois desse processo equivale em certa medida à mulher que já tem essa relação (natural) concreta com o filho no nascimento e o abandona por um suposto direito igualitário (cultural). Provavelmente um dos elementos que possibilitou a manutenção de nossa espécie foi justamente o instinto da mulher de não se afastar dos filhos, cuidar e protege-los.
          Cultural e moralmente, temos de lutar por essa mudança de costumes para que a responsabilidade dos homens com esse compromisso passe a ser “como se fosse” algo natural.

  11. ago 06, 2013 @ 19:04 {Responder}

    Adorei os textos, extremamente pontuais…
    Vivi e vivo isso como filho. Minha mãe sempre teve muito apoio dos meus avós – maternos (“coincidência”).
    Quando minha mãe ouve o diálogo de que “homem é assim mesmo”, logo retruca no melhor estilo Dona Hermínia: _ é assim, pois pra ele é cômodo, é assim por que quer, é assim por pura falta de responsabilidade.
    E acho que por extensão, a parte paterna de minha família é toda assim, nenhum vínculo muito consistente, aliás, fracos são os vínculos.
    E falo como homem, e filho de uma mãe que dedicou quase vinte anos EXCLUSIVAMENTE à minha criação e do meu irmão. Que até emprego já largou na doença dele.
    Mas enfim, não venho discutir o perfil heroico de minha mãe e relapso do meu pai, isso é fato. Hoje, recém aposentado, com a cabeça mais ociosa, vejo que ele vem caindo em si e querendo cobrar nossa atenção, querendo colher algo que nunca plantou. O tempo faz essas coisas, ensina.
    Mas concordo que isso é sim puro machismo, realmente nunca vi minha mãe receber louros, em contra partida, sempre ouvi absolvição do meu pai, afinal ele tinha e tem uma condição financeira complicada. Mas e a atenção, dedicação, presença, isso é comprado através de uma pensão? Não. Para mim isso é uma fuga da responsabilidade, com o aval da sociedade de que homem é assim mesmo… fazer o que né…
    E concordo, para mim ele não faz mais que obrigação de pai. Tudo é a criação, minha mãe me educou para ser honrado, honesto, responsável, independente do sexo, e acredito que com ele tenha ocorrido o mesmo, agora esse heroísmo que lhe foi colocado não cabe, não é justo.
    Eu não quero filhos, não para me eximir de responsabilidade, justamente o contrário, eu seria um pai presente demais, protetor demais, um pai muito mãe, e sei que o zelo e atenção que teria com meu filho seria até ruim pra mim e pra ele, mas aí já é assunto para outra matéria… rsrs… assim como o fato de sofrer preconceito com o fato de não querer filhos… pois é, vai entender a sociedade…

    • Isabela Kanupp
      ago 06, 2013 @ 19:11 {Responder}

      Leonardo, adorei seu comentário. É muito bacana ter o comentário do ” outro lado”, do filho, do filho da mãe solteira.

      É bem isso, os pais são sempre eximidos da responsabilidade, enquanto a mãe é cobrada. Eu vejo muito isso, as vezes, o filho não pede o dinheiro – mesmo isso sendo obrigação do pai – o que quer é presença, é conversa, carinho, isso forma o vínculo. Isso é fundamental.

      Tenho casos bem próximos a mim, do vínculo não formado e depois na velhice a cobrança do carinho que não deu. É fato que isso aconteceria.

      Muito obrigada pelo seu comentário, volte sempre.
      Um beijo

      • ago 06, 2013 @ 19:26 {Responder}

        Exatamente Isabela, minha mãe, junto com meus avós cumpriram todas as necessidades materiais com cursos, viagens, estrutura mesmo, e inclusive a parte emocional, supriram de todas as formas, hoje tenho 26 anos e não tenho nenhum trauma, sou bem resolvido, decidido, mas não tapo o sol com a peneira, não passo a mão não, afinal só o pai pode ser pai, meu avô foi um super avô, idem minha avó, minha tia e principalmente mãe, mas e ele, no dia dos pais sempre ficava aquele sentimento, entregava um presente, com uma cartinha, mas sempre sem jeito, com um ar superficial, pois nunca houve intimidade para ser espontâneo, era como a tia do colégio instruía, apenas… e sempre sonhando com a idealização de filmes, desenhos, que um pai tinha que ser igual a uma mãe… enfim… quando será que esse cenário mudará?!…
        É como em um comentário a cima, só quando pai sendo pai, deixar de ser manchete…
        Obrigado e um beijo!!

  12. Tiago
    ago 06, 2013 @ 19:50 {Responder}

    Eu concordo com você sim. Mas acho que a paternidade não é valorizada, no sentido de que os meninos não são educados para serem pais. Daí que o homem que decide voluntariamente ser pai solteiro também pode ser considerado um feminista, pois ele, com esse ato, está dizendo que a responsabilidade não é só da mulher. Veja que ao seguir nesse caminho, ele está indo contra a expectativa social a respeito do seu gênero. Então a atitude dele tem que ser louvada sim, mas não da forma escrota que a mídia coloca, como se ele não estivesse fazendo uma obrigação. Valorizar o pai e a paternidade? Sim!
    Colocar isso como se o pai estivesse fazendo um favor? Não!

    • Isabela Kanupp
      ago 06, 2013 @ 19:58 {Responder}

      Exato Tiago, a crítica principal aqui é como a mídia coloca e propaga o machismo. Eu estou para escrever um texto exatamente sobre isso, de como pai é excluído da maternidade/paternidade desde o positivo do exame de gravidez, de como o pai que decide acompanhar a mulher em uma consulta pré natal é deslocado, não é considerado parte importante daquilo. A cultura também exclui o pai, e isso eu concordo com você.

      Obrigada por participar, um beijo.

      • Tiago
        ago 06, 2013 @ 22:18 {Responder}

        Obrigado, Isabela, continue com seu blog, ele é muito bom!

  13. Anita Torres
    ago 06, 2013 @ 20:54 {Responder}

    Isabela, adorei seu blog!

    Trata de assuntos que eu gosto muito de debater, problematizar… Ah, sou feminista e também tenho uma Beatriz linda como a sua!
    Virei sua assídua leitora… :)
    Bjo!

    • Isabela Kanupp
      ago 06, 2013 @ 21:04 {Responder}

      Anita, muito obrigada! Fico feliz que tenha gostado!
      Gosto de falar sobre esses assuntos nos quais as pessoas evitam, que incomoda, que faz refletir! Que bom estarmos juntas nessa!

      Um beijo e obrigada.

  14. ago 06, 2013 @ 22:49 {Responder}

    O negócio é que há uma coisa que vai muito além de fatores sociais, que é a biologia. Por que tratamos como doente uma cachorra que rejeita seus filhotes? E a gente tem que achar lindo uma mulher que gesta uma criança e não tem interesse em educá-la, como você mesma disse? Como achar normal que uma pessoa não se apegue a uma criança que gerou por meses, que pariu, e não lutar por ela?

    Concordo que todo homem deveria ter a mesma responsabilidade, mas nem biologicamente ele tem a mesma ligação com um filho que a mãe tem. Isso não é algo imposto pela sociedade, é algo que é naturalmente nosso, de macacos, de cães. Não podemos ser tão nariz em pé a ponto de esquecer que como qualquer outra coisa no universo nossa biologia diz muito sobre o nosso comportamento.

    O pai do meu filho com certeza tem uma situação financeira melhor que a minha, não faz merda nenhuma da vida e poderia cuidar do Bernardo em tempo integral, enquanto eu vou ter que me matar para conseguir estudar e/ou trabalhar enquanto cuido dele. E nem por isso vou deixar com o pai, porque sei o quão imensurável e incomparável é uma mãe para uma criança. Não consigo achar natural essa coisa de a ‘mãe ter o direito de não querer criar’. Uma grande hipocrisia que eu vejo em questões como o aborto [sou radicalmente contra, e tenho motivos pessoais bem fortes], em que a mulher luta pelo direito a mandar no ‘seu’ corpo, mas o homem, que tem metade da responsabilidade, é dado como agressor se a força a ter ou a tirar contra a sua vontade [machismo]. Mas se a mulher resolve ter, ele tem que arcar com uma responsabilidade que desde o começo ele não quis. Peraí, né, gente.

    O pai do Be deixou claro desde que engravidei que ele queria que eu abortasse, e eu deixei claro que eu teria com ou sem a participação dele, afinal a decisão sobre o ‘meu’ corpo foi exclusivamente minha. Se hoje tenho a participação paterna, é por pressão da família dele e por iniciativa da mesma, uma vez que não é nem ele que me paga a pensão, é a mãe dele. Foi um dos motivos pelos quais eu não entrei na Justiça. Forçar um pai que não passou por uma gravidez, não tem o apego que nós temos às crianças que geramos não leva a nada. Não quero meu filho sentindo falta de alguém que não está nem aí pra ele, por isso não faço questão de ir atrás do pai dele mais. Quando ele quer ver o Be, ele que demonstre iniciativa. Simples.

    Podemos tentar educar nossos filhos para serem pais presentes, mas não podemos forçar biologicamente uma ligação tão forte quanto a de uma mãe e sua cria.

  15. ago 06, 2013 @ 23:02 {Responder}

    Ah, sim: criticando essas notícias de pais solteiros chega a ser meio hipócrita, porque o cara está justamente fugindo da ideia machista de que a mulher é que deve ser a responsável única pela criança, não a apoiando. Poucos caras teriam os colhões para assumir tal responsabilidade, porque tem sim pai solteiro que é discriminado por isso, sendo chamado de ‘mulherzinha’ e derivados [uma mistura de machismo com algo que não sei definir].

  16. Eric
    ago 06, 2013 @ 23:16 {Responder}

    O cara não tira a glória das mulheres, só que ele é uma raridade comparado aos homens por ai, raridades tem o costume de ganhar importância o foco deveria ser. Ei galera vamos ter mais amor ao próximo, homens tb podem!

  17. Clara
    ago 06, 2013 @ 23:27 {Responder}

    Laura,

    Respeito sua decisão, mas, como mãe de uma bebê (em gestação), penso que o pai biológico é um dado inevitável na vida de qualquer pessoa. Quero que minha filha tenha a melhor relação possível com o pai. Sim, eu “forço a barra”: dou notícias mensais, gravo ultrassom. O canal estará sempre aberto.

    Mais: cito a lei 11.804, ainda que queira evitar, ao máximo, um conflito que mergulhe nossas vidas num sórdido episódio do programa do Ratinho. Acredito, porém, que os direitos legais da criança são dela, não nossos. Toda criança tem o direito ao registro civil, a alimentos.

    O meu amor pela bebê, infinito, não anula essas questões. Pelo contrário, me induz a perdoar o imperdoável e a olhar sem grandes mágoas para aquele que, até agora, não conseguiu ser o pai da própria filha, torcendo por uma relação amistosa e saudável. Nós concebemos essa criança com muito amor, e é isso que vou ensinar à minha filha. Se, depois, fui forçada a escolher entre meu embriãozinho e seu pai, é uma história secundária, complicação de adultos.

  18. Ann
    ago 07, 2013 @ 00:40 {Responder}

    Em algumas espécies animais o macho tem o papel que rotulamos ser da mãe. ex. o cavalo marinho macho é quem carrega os “ovos” desde a fecundação. Em algumas espécies de macacos o grupo todo crusa com a fêmea e depois cuida do filhote, pois não importa quem é o “pai”, mas sim a garantia do sucesso da prole.
    Assim, cuidar de uma criança é um gesto de amor em prol da perpetuação da espécie. Por isso todos os bbs são fofinhos e “atraentes”, para que qlquer individuo queira cuidar como se fosse seu. Ele necessita de cuidados para sobreviver.
    Qntas cadelas não adotam e amamentam gatinhos, vice-versa e outros casos.
    Assim, pai e mãe são cuidadores/educadores e não quem gerou.

  19. Roberta Fernandes de Almeida
    ago 07, 2013 @ 02:26 {Responder}

    Há 2 anos participei de uma enquete em um blog sobre ” mancadas ” que ia pais deram.
    E relatei a mancada dos pais dos meus filhos.
    Sim. Tive um filho aos 14 e outro aos 28.Os quais cuido sozinha, sem ajuda nem pensão de Ninguém.
    Vocês não ideia de quanta gente me crucificou…
    Fui ridicularizada, humilhada, discriminada.
    Tudo porque tive dois filhos e cuido dos dois sozinha, porém muito bem.
    O blog é de acesso mais feminino.
    Pra vocês verem o quanto o machismo está impregnado Até nas mulheres.
    A mancada se tornou minha por ser mãe solteira, no ponto de vista das outras mulheres.

    Não tenho vergonha dos meus filhos. Tenho orgulho.
    Orgulho por eles serem educados, inteligentes e saudáveis.
    E orgulho de mim por dar conta do recado.

    • MRRRLN
      ago 12, 2013 @ 00:40 {Responder}

      sozinha com quatorze anos ?
      você morava na rua ? trabalhava e pagava suas contas ? pagava sozinha tudo o que consumia ? morava aonde ? com quem ? quem pagava suas despezas ? VOCÊ TEM CERTEZA QUE CRIOU SOZINHA ?

  20. Cris
    ago 07, 2013 @ 03:56 {Responder}

    Huuuuuuuuuuuuummm… Eu tenho uma teoria. Sem entrar no mérito da biologia, pq, ao meu ver, os laços entre mãe e filho são sim mais fortes por conta da ligação que o feto cria dentro da barriga da mãe antes mesmo de nascer, a maior responsabilidade é sim da mulher. No mundo animal, cabe à fêmea ficar na toca cuidando e protegendo os filhotes contra possíveis predadores, enquanto cabe ao macho sair e caçar para trazer o alimento para a família. E isso não é machismo ou imposição social. Isso é biologia pura. O corpo do macho é mais forte. É sim mais resistente. Numa disputa de um leão e uma leoa para ver quem irá abater e ficar com a caça, o leão leva mais vantagem. Ele é maior, mais forte e mais musculoso. As chances da família sobreviver e prosperar é sim maior quando pai e mãe dividem essas tarefas. Lógico que hoje o homem não precisa mais sair pra caçar, mas de certa forma, a situação não é muito diferente. Alguém tem que levar a criança no colégio, dar banho, preparar a comida e educar. Alguém tb tem que levantar cedo todos os dias, aguentar chefe mala, pressão no trabalho e trazer dinheiro pra dentro de casa. Se a mulher ganha mais dinheiro no seu trabalho, acho justíssimo o homem assumir o papel doméstico, assim como se é o homem quem ganha mais, pq não a mulher assumir este papel em casa? Sai pra rua quem consegue trazer mais benefícios pra família. Não faria o menor sentido um homem, presidente de uma multinacional, que ganha um salário de R$50 mil reais por mês, deixar o seu emprego e a chance de proporcionar todo o conforto do mundo para a sua família, para ficar em casa cuidando dos filhos enquanto que a mãe, manicure, que ganha no máximo R$ 1 mil reais por mês, sair de casa e ir trabalhar todos os dias para garantir este sustento.
    Outra coisa. A escolhe de se colocar um filho no mundo é sim exclusiva e 100% da mulher sim. Já vi mulheres dando o golpe da barriga em homens, mas nunca vi homens dando esse mesmo golpe em mulheres. Até em caso de estupro, a mulher consegue sim evitar a gravidez. É horrível isso. Eu sei. Mas é a mais pura verdade. Camisinha, anticoncepcional, pílula do dia seguinte e até mesmo a atitude mais radical de todas, que é o aborto, estão aí pra isso. Já vi casos que, mesmo o homem tentando se prevenir ao máximo usando camisinha, a mulher, muito da sacana por sinal, sorrateiramente, sem que ele perceba, chega a furar a camisinha pra forçar a gravidez.
    A Laura disse tudo. Ela era a dona do corpo dela. Foi ela quem não cuidou do próprio corpo para evitar a gravidez. O pai do filho dela não queria essa criança desde o início e ela sabia disso. Ela não foi enganada por ele em momento algum. Da mesma forma que a decisão de botar a criança no mundo foi 100% dela, cabe então à ela sim proporcionar tudo que estiver ao seu alcance para criar esta criança. Se o pai quiser participar, ótimo. Se não quiser, tem que estar tudo ok tb, pq foi uma escolha exclusivamente dela e somente dela ter esta criança.
    Toda ação tem suas consequências. Por isso que as mulheres tem que ter paciência e avaliar muito bem o seu parceiro. A escolha para o pai do seu futuro filho é a escolha mais importante da vida de uma mulher. É uma escolha que não tem volta. Se ela fizer uma escolha errada, ela carregará as consequências desta escolha para o resto de sua vida e da vida da coitada da criança tb.
    Avalie muito bem o caráter do seu companheiro e fique super atenta aos sinais que ele mesmo lhe dará durante o relacionamento de vcs, até vc se sentir segura e ter a absoluta certeza de que ele será um bom pai e um super parceiro pra vc. Veja se ele não é malandro, sempre querendo se dar bem em cima dos outros, de vc, dos amigos e até mesmo da própria família dele. Veja se ele costuma mentir pra vc com uma certa frequência. Veja se ele já lhe traiu em qualquer sentido em algum momento da sua vida. Veja se ele é trabalhador, responsável e cumpre seus horários com suas atividades escolares ou trabalho. Principalmente, veja se ele nunca foi/é violento com vc. Veja se ele te trata bem e te faça mais sorrir do que chorar durante o dia, pq um homem que maltrata a própria parceira e não a trata com respeito, não fará diferente com o seu filho.
    Mulherada não avalia o caráter do marido/namorado, fica engravidando de qualquer tranqueira que encontra na rua, e depois que a coisa acontece, vem chorar se sentindo injustiçada por ter que criar o filho sozinha. Isso me irrita profundamente. Ok. O cara não presta. Todos sabem, já te disseram isso, e vc mesma tb já está careca de saber que ele não vale nada. Já lhe disseram que ele é um vagabundo, que vive encostado nos pais, um come e dorme que não quer saber de absolutamente nada da vida. Mas mesmo assim vc o ama. Está loucamente apaixonada por essa tralha que lá, bem no fundinho, vc sabe muito bem que ele seria um péssimo pai (pq no fundo toda mulher instintivamente sente se o parceiro seria um bom pai ou não). Ok. Fica com a tralha. Pode até se casar com ele. Mas não tenha um filho desse infeliz. Se vc quer estragar a sua vida estando ao lado de um ser que não presta, blz. É a sua vida. É vc quem escolhe e decide isso. Mas obrigar uma criança a ter o mesmo destino que o seu ou até mesmo pior, aí eu já acho um ato de uma covardia e de um egoísmo sem tamanho. A famosa frase “Eu não fiz este filho sozinha”, pra mim é verdadeira, mas ela está incompleta. O certo seriam as mulheres dizerem exatamente assim: ” EU não fiz este filho sozinha, mas EU mesma, sozinha, sem a ajuda de mais ninguém, poderia ter evitado este filho”.
    Laura. Gostei muito da sua história. Vivi algo semelhante, mas na pele da outra. Fui casada por 8 anos com um FDP que tb já havia tido uma filha de um relacionamento anterior. Vontade de engravidar eu tinha e muita. Quanto mais o tempo passa, mais o relógio biológico feminino grita. Mas o fato de tb ser a mãe dele quem pagava a pensão da filha dele me segurava e me fazia continuar tomando a pílula religiosamente no horário. Além do canalha não pagar a pensão da própria filha, ele abandonou a coitada da ex-mulher dele com a filha tendo somente 2 aninhos de idade. Em 8 anos que eu convivi com ele, ele NUNCA foi visitar esta criança. NUNCA deu um presente para ela. Nem ao menos sequer UM telefonema esse desgraçado fez para essa menininha. Eu queria muito e tentava conversar com ele sobre esse assunto. Tentava fazer com que ele fosse um pai mais presente para esta menina, mas este era um assunto tabu em nossa casa. Ele odiava discutir sobre isso. Ele renegou por completo esta criança. E olha que ele me disse que, quando a ex dele engravidou (ele me disse que foi uma gravidez acidental), na época, ele estava empolgado sim em se tornar pai. Não foi como no seu caso, onde ele não queria de jeito nenhum. Ele incentivou sim ela a ter esta criança. Eu observava esse comportamento omisso nele e ficava pensando o tempo como seria o comportamento dele comigo. Eu ficava pensando se caso um dia nós viéssemos nos separar, se ele tb teria exatamente o mesmo comportamento perante ao nosso filho. Me perguntava o tempo todo se comigo seria diferente ou não. Cheguei à conclusão de que não seria diferente, pq na minha opinião, um pai ou uma mãe que abandona o próprio filho no mundo, tem sérios desvios de caráter e comportamentais. Gente que não tem caráter, fará isso comigo, com vc e até mesmo com a rainha da Inglaterra se for preciso. Eu não era nem melhor e nem pior do que a ex dele. Por que então, nesse caso, comigo seria diferente? Caráter não muda. Caráter não se ensina e não se aprende. Caráter nasce com a pessoa. Quando nos perguntamos como que pode dois filhos que tiveram o mesmo pai, a mesma mãe e a mesma educação e criação dentro de casa, um crescer sendo uma pessoa de bem e o outro crescer e descambar para a vida do crime, a resposta é justamente essa. Falha de caráter. Uns nasce com excesso. Outros nascem com falta de caráter. Por esse motivo acho importantíssimo observar atentamente a pessoa que está ao nosso lado e saber escolher muito bem o futuro pai do seu filho para não se arrepender depois da péssima escolha feita.

  21. Cris
    ago 07, 2013 @ 04:36 {Responder}

    Ah!!! E para as que justamente estiverem desesperadas para engravidar por conta do passar dos anos com o aumento da idade, e o pai príncipe encantado perfeito dos teus sonhos ainda não cruzou o seu caminho, o avanço da medicina está ao nosso lado. Usem e abusem da tecnologia. Façam que nem eu e várias amigas minhas e congelem seus óvulos. Eu sei que é um tratamento bem caro, mas lhe garanto que esse tratamento lhe custará dinheiro de pinga comparado ao valor financeiro, psicológico e emocional que vc terá que pagar na escolha de um pai podre para criar seu filho completamente sozinha. A gente gasta dinheiro comprando carro, roupa… Gastamos dinheiro com tantas besteiras… Por que não gastar uma quantia em algo tão importante e decisivo em nossas vidas como na concepção do nosso próprio filho?
    Quem não tiver recursos para bancar uma clínica particular, o setor de fertilização humana da faculdade de medicina do ABC oferece este serviço cobrando praticamente a metade do valor das clínicas particulares para a fertilização artificial. No caso do congelamento de óvulos, ao contrário das clínicas particulares, eles não cobram taxas mensais para manter seus óvulos congelados. Só vejo grandes vantagens. Além da mulher poder decidir engravidar a hora em que lhe der na veneta, evita-se várias doenças hereditárias através dos exames na seleção dos óvulos. Serão somente utilizados óvulos sadios da paciente.
    Para mim, meus óvulos valem ouro. Me recuso a entregar meus óvulos para um zé mané qualquer que não os mereça.

  22. Rosana
    ago 07, 2013 @ 08:09 {Responder}

    Fazia muito tempo que nao lia um texto tao realista da hipocrisia da sociedade altamente maxista, discriminatória e hipócrita não só por parte dos homems como das mulheres tb. Vivo essa situação de Pãe e ninguem absolutamente me considera de mesma forma como um pai solteiro. Talvez seja essa maternidade aflorada que carregamos no peito e não sei se é bom ou ruim. Não me arrependo em momento algum de tudo que vivi e vivo intensamente com meus filhos, pelo contrario, me fortaleceu, eles me encorajam pras lutas do dia a dia. Somos guerreiras silenciosas. Parabens!

  23. aiaiai
    ago 07, 2013 @ 08:20 {Responder}

    sou mãe solteira e assino embaixo. só acrescento: isso se reflete até nos palavrões: se uma pessoa faz algo errado, essa pessoa é “filha da puta”. Sim, porque o pai dessa pessoa não interferiu na criação dessa pessoa. Só a mãe. É lamentável.

  24. Luciana
    ago 07, 2013 @ 08:37 {Responder}

    Um vez ouvi de um homem a seguinte afirmação:
    È a mulher mesmo q tem q se prevenir para não engravidar.. pois para nós homens,naaquelesss momentos chega uma hora em q nós homens não pensamos mais em nada!
    OIIIII????
    Dai eu questionei, mas dai vai ter q assumir a criança, pagar pensão e tal…
    Ai ele responde: é Lu… um processo de investigação de paternidade pode durar ate dois anos.. a pensão varia entre 15% e 20% do salario… só q quem tem q cuidar mesmo da criança é a mãe….
    Eu fiquei com vontade de vomitar….

  25. ago 07, 2013 @ 09:13 {Responder}

    Maravilhoso texto!
    Eu vivo repetindo isso aqui para quem quiser ouvir, inclusive marido. Não sou mãe solteira, mas fui criada pela minha mãe e meus avós maternos pq meu pai após a separação simplesmente não cultivou o relacionamento. Pouco depois casou, tem outra família e eu e minha irmã fomos ficando de escanteio, o que nos gera muitas mágoas e máculas que o tempo não apaga. Inclusive penso que a maternidade da minha mãe foi bem complicada por falta de apoio do meu pai. Sei bem a dificuldade que é cuidar dos filhos sozinha e admiro muito quem faz isso. Sobre a reportagem, é o reflexo da sociedade machista e patriarcal em que vivemos: tudo que o homem faz é digno de nota e honradez, tudo que a mulher faz ou é menos, ou é ruim ou não é mais que sua obrigação. Sobre o papel biológico, penso que, tirando gestar, parir, e amamentar, o homem tem responsabilidade em todo o resto. Muitas sociedades animais são firmadas desta forma, com o “pai” nos papéis considerados femininos pela nossa sociedade. Beijão!

  26. felix tannure
    ago 07, 2013 @ 09:23 {Responder}

    Bom dia, acho que somente existe uma comparação…Realmente não é demais cuidar dos filhos, sendo pai ou mãe, mas acho que a reportagem quis mostrar o outro lado do homem, o homem moderno… A senhora ja tentou descarregar um caminhão com 27 toneladas de porcelanato? Cada caixa vai pesar aproximadamente 32 quilos!! Ja tentou acertar o motor do seu carro? Trocar o pneu que seja? Pois é , tenho certeza que se pegasse somente uma caixa de porcelanato com 32 quilos, teria alguem dizendo “coitadinha”!!!! Sabe porque? Por que normalmente esse trabalho é feito pelo homem!!! Assim como cuidar dos filhos, normalmente é feito pelas mulheres!! Sugira uma reportagem de uma mulher descarregando um caminhão de porcelanato!! Pode ter certeza que vai haver comentarios de “coitada” para senhora com certeza!!Não faça comparação absurda senhora!! Obrigação igual para pais e mães!! Porém não tente aparecer com algo que não condiz com a realidade!!

    • Isabela Kanupp
      ago 07, 2013 @ 09:46 {Responder}

      Olha, se isso não condiz com a realidade, me apresenta a realidade que você vive porque não deve ser a mesma que a minha. 😉

    • silvia helenice nitschke
      ago 07, 2013 @ 13:22 {Responder}

      Sr. Felix,
      o sr. refere a “modernidade” do pai que cuida sozinho do filho mas ao mesmo tempo, exemplifica com uma coisa antiga que seria o carregar ou descarregar um caminhao, manualmente. Homem nehum, tampouco mulher alguma, deveriam fazer um trabalho que ultrapasse sua capacidade física. Falei “física”. Quero aplaudir alguns comentário e dar uma chineladas em outros tantos. Vejo aqui na Alemanha, os meninos brincando de “casinha”, com vassourinha, panelinha, bercinho, enfim…Significa, guris brincando de “realidade”, que foi e é o que só as meninas fazem no Brasil…Acho que alongar, só se for para desenhar…

    • Liuli
      ago 07, 2013 @ 14:58 {Responder}

      Imagina! O que mais se vê é a mídia incentivando as mulheres do século 21, pedreiras, carpinteiras, e etc. isso por que interessa ao mercado mais mão de obra, e no caso de um país machista, a um custo mais baixo. Sim, já vi mulheres carregando muitos quilos, tanto de obra, como filhos, e sim, por que não trocar pneus, furar paredes e etc… minha mãe faz tudo isso e me criou para nunca ser dependente de ninguém!!! também acho que essa realidade não é a mesma que a minha… rsrs

  27. ago 07, 2013 @ 10:29 {Responder}

    Qualquer pessoa que cria filho sozinho, seja pai ou mãe, é um herói. Os 12 trabalhos de Hércules é fichinha perto de educar esses monstrinhos hahahahahahhaha

    • Isabela Kanupp
      ago 07, 2013 @ 10:33 {Responder}

      Pois é Noris, a injustiça fica mesmo por parte do reconhecimento e das diversas formas de tratamentos que recebemos. Saudades de você e do Migs. Um beijo

      • Anônimo
        ago 07, 2013 @ 11:10 {Responder}

        Isabela, não é machismo reconhecer a o heroísmo de um pai solteiro em criar o filho, é realidade! Eu sou feminista e ainda assim reconheço a dificuldade em ser Pai, mulheres tem, na maioria das vezes o dom e habilidades naturais que às ajudam nessa tarefa tão importante. Não estou dizendo que as mães não mereçam reconhecimento, mas como sabemos, mulher é um ser superior, já nasce um degrau acima e se torna ainda melhor quando o filho nasce, a mudança é natural… Diferente do que acontece com o homem!

        • Liuli
          ago 07, 2013 @ 15:03 {Responder}

          Colega, a mulher só é “mais capaz” como vc diz por que foi treinada desde que nasceu nas brincadeiras de casinha e bebe na infância. No perfil “Infância livre de consumismo” do facebook, vai encontrar a foto de meninos brincando de boneca com o texto:
          “Meninos brincando de SER Pais…o homem é construído desde que nasce…assim como a mulher…Não se nasce mulher torna-se (Simone de Beauvoir) o mesmo podemos dizer dos homens…”

  28. ago 07, 2013 @ 11:20 {Responder}

    Tenho um amigo pai solteiro de trigêmeos. Ele é herói. #fim
    Sei todos os motivos para ele ter ficado “solteiro” e tudo o que fez e faz por essas crianças.
    Admiro.
    Mas não é regra. Não mesmo.
    beijos
    Lele
    http://www.eueleeascriancas.com.br

  29. Nathalia Cristina Silva
    ago 07, 2013 @ 11:38 {Responder}

    Isabela,sou leitora assídua do seu blog e tenho quase certeza que vc é algum clone meu..pq penso exatamente como você, sou mãe solteira,trabalho..ralo para caramba..pq? pq tenho uma pequena que depende de mim já que o genitor não tá nem aí..mas não faço nada de mais…faço meu papel de mãe, cuido da minha cria pq ela é MINHA..não entendi a necessidade desta matéria.

    Bjs

  30. ago 07, 2013 @ 12:57 {Responder}

    Go Girl! disse tudo como tem que ser dito: claramente e do fundo das entranhas.
    Quem nunca praticou pelo menos um dos chavões que você cita?
    Obrigada pelo texto. Transformador
    beijo

    • Isabela Kanupp
      ago 07, 2013 @ 17:50 {Responder}

      Lucia, muito obrigada. De verdade! :)
      Um beijo

  31. Janette
    ago 07, 2013 @ 13:02 {Responder}

    Concordo parcialmente com a Laura.Gerar um filho por 9 meses cria um elo entre mãe e filho que só é cortado se a mulher padecer de algum transtorno mental (como por exemplo Depressão pós-parto, Transtorno Bipolar) ou algum fator social. Existe sim o instinto natural da mulher de proteger os filhos, como em qualquer espécie de mamíferos, muito superior ao dos homens. Quem nunca ouviu histórias de mulheres que criam força e coragem do nada de empurrar objetos pesados ou encarar situações de perigo para proteger seus filhos, ainda que biologicamente sejamos mais frágeis que os homens? São raras as espécies que são o contrário. Mas somos seres inseridos na sociedade e ela está em constante mutação. Os homens de hoje não são os de antigamente, muito menos as mulheres são… cada vez mais o comportamento dos homens se assemelha ao comportamento estipulado para mulheres e vice-versa. Logo, ainda que nosso DNA, nosso instinto não tenha mudado, a concepção do comportamento adequado aos homens e às mulheres tem de ser compatível com as mutações que a sociedade sofreu ao longo do último século.

  32. silvia helenice nitschke
    ago 07, 2013 @ 13:33 {Responder}

    Isabela,
    meus parabéns pelo post, gerando toda uma polemica construtiva. Apenas respondi ao Sr. Felix, para demonstrar que vc tem plena razao ao afirmar que é apenas uma questao machista…Daqui a pouco, daremos muitas risadas dessa forma de viver e de “aceitar” essa “alergia” que os homens tem e mantem da realidade. Quanto ao pai solteiro, meus parabéns por ser um refratário à alergia. Pena que o jornalista nao o seja.

    • Isabela Kanupp
      ago 07, 2013 @ 17:54 {Responder}

      Exato Silvia. O problema não está no pai – e conhecendo a mídia você sabe que eles distorcem muito entrevista que damos – talvez seja realmente a mídia que quis colocar o cara como herói, o machismo do jornalista, não da para saber.

      Muito obrigada pelo comentário. Um beijo

  33. ago 07, 2013 @ 15:04 {Responder}

    CLARA, sim, há o direito da criança. Ela tem o direito a um pai e a ajuda deste, mas onde há vantagem em forçar uma presença de alguém que não está nem aí? Tem pai que paga pensão certinho todo mês e nunca vê o filho. Por mim, o pai do Bernardo nem veria o filho, porque nem pelo filho ele foi capaz de tentar melhorar. Ele é usuário de drogas, alcoólatra, explora a namorada dele que, trouxa, usa o cartão de crédito ilimitado do papai professor universitário pra pagar tudo pra ele. Não quero esse tipo de exemplo na vida do meu filho. Engravidei por descuido, assumi isso, independente da participação do pai dele. Tive que fazer exame de DNA no Bernardo, porque passei a gravidez ouvindo dele que podia ser de outra pessoa e mimimi, mesmo depois de eu afirmar com certeza que ou era dele, ou era de Deus ou ia nascer com umas 48 semanas! Eu sabia desde o começo que eu não poderia contar incondicionalmente com ele e não me apoiei nisso. Vai do caráter do cara assumir ou não sua responsabilidade na concepção de um filho.

    Como a CRIS citou, uma mulher pode gerar um filho por métodos artificiais, mas um homem nunca pode gerar um filho sem mãe. Ainda que ele adote, a criança vai vir de uma mãe que não o quis, de uma mãe morta e cuja família não assumiu. Como um amigo meu disse enquanto eu estava grávida, não é porque forneceu os ovos é que fez o bolo, senão toda galinha seria cozinheira. Uma gozada não torna um cara pai. Pai dá amor, dá tempo, dá dedicação. Caso contrário foi apenas um doador de esperma. Uma mulher luta por nove meses para que aquela criança nasça saudável, passa por inúmeras modificações física e emocionalmente e, se ainda assim ela não consegue se apegar a uma criança, há algo extremamente errado.

    Eu engravidei com 19 anos, tive o Be um mês depois de fazer vinte. Ele fará um ano agora dia 17, e sabe qual foi a última vez que o pai dele veio de São Paulo vê-lo [moro em Praia Grande]? Dia 29 de janeiro. Só viu o menino depois porque fui a SP com o Be e ele nos encontrou, fosse quando levei o bebê pra ver a avó na casa dela ou quando fui ver amigos meus na USP [comentei até isso num outro post há meses, Isabela, que conheci seu blog por meio de uma amiga em comum que nós temos, a Ju Vignado]. Passei meses achando que meu filho precisava dele, que a presença dele era importante, para notar que não é assim. Meu filho não sente a falta dele, não parece reconhecê-lo como alguém que não mais um de meus amigos. E sabe pra quem é essa perda? Pro idiota do pai dele. Ele não viu os dentinhos do Be nascendo, não viu o Be dando os primeiros passos, não sabe dizer que comida que ele adora, que coisas que ele gosta de fazer, não sabe o que faz dele o Bernardo e não mais um bebê qualquer.

  34. Liuli
    ago 07, 2013 @ 15:06 {Responder}

    É importante discussões como essas para podermos nos conscientizar cada vez mais. Sou feliz em dizer que tenho 2 filhos, uma menina de 6 anos e um bebe de 5 meses, e quem cria é meu marido que fica mais tempo em casa do que eu. Eu trabalho fora, ganho mais que ele e minha carreira era mais promissora qdo decidimos que ele trabalharia menos para criar as crianças. Cria minha menina desde os 1 ano e 10 meses.

  35. caroccio
    ago 07, 2013 @ 16:14 {Responder}

    A mulher é julgada se quer abortar, a mulher é julgada se dá o filho pra adoção, a mulher é julgada se decide ter o filho sozinha…. Realmente: feminismo pra que?!

    • Cris
      ago 07, 2013 @ 19:05 {Responder}

      Caroccio.
      A mulher é julgada se quer abortar, pq ELA não se cuidou para evitar a gravidez. A mulher é julgada se dá o filho pra adoção, pq ELA não se cuidou para evitar a gravidez. A mulher é julgada se decide ter o filho sozinha, pq ELA não se cuidou para evitar a gravidez. É somente por esse único motivo que a mulher é julgada por todas as diversas escolhas posteriores que ela venha a fazer para solucionar o problema. Métodos contraceptivos tem aos montes. Pílulas anticoncepcionais e camisinhas são distribuídas gratuitamente pelo SUS. Hoje em dia a mulher não engravida mais por acidente. Hoje a mulher engravida pq quer engravidar. Se quis botar um filho no mundo sem ter condições monetárias e psicológicas pra isso, arque com as consequências e pare de se martirizar.
      Quando a cabeça não pensa, o corpo padece.

      • Isabela Kanupp
        ago 07, 2013 @ 19:13 {Responder}

        Cris, aqui no blog tem a história, mas eu tomava o mesmo anticoncepcional há 5 anos, todos os dias, no mesmo horário. E engravidei. O resultado foi a Beatriz. Eu não me protegi? AH ta….

        • Cris
          ago 07, 2013 @ 19:42 {Responder}

          Isa.

          O seu caso é um caso atípico. A maioria das gravidezes normalmente acontecem por irresponsabilidade da mulher, que não se preocupou em se proteger para evitar, ou quando até teve um pingo de responsabilidade e resolveu tentar se proteger tomando pílula, não se dá nem ao trabalho de ler a bula. Essas mulheres cabecinhas de vento não seguem as instruções à risca como está escrito na bula e toma a pílula quando lembra de tomar. Toda mulher que se protege e toma anticoncepcional sabe muito bem que se não tomar a pílula exatamente todos os dias, sem pular nenhum dia sequer, as chances de se engravidar são mínimas.
          O seu caso, se realmente vc tomava a pílula religiosamente em dia e mesmo assim engravidou, foge completamente da maioria dos casos de gravidez irresponsável. No seu caso, a responsabilidade é da empresa fabricante da pílula e não sua. Nesse caso, faça que nem uma outra amiga minha que tb engravidou exatamente como vc. Tomava a pílula direitinho, e mesmo assim engravidou. Processo pesado na empresa fabricante do anticoncepcional. Lógico que alegarão que vc caiu na falha dos 1% que está escrito na bula. Não tem essa. As pessoas tomam pílula justamente para evitar a gravidez, que é exatamente esse o efeito do medicamento. Se ele não te protegeu, eles tem que lhe dar uma pensão para a criação do seu filho pelo resto da vida dele. Tem uma amiga minha que está alegando na justiça exatamente isso. Ela diz que já que a estão enquadrando dentro dos 1% da falha na proteção, blz. Ela irá pagar 1% do valor do boleto mensal da escolinha dele e a empresa arcará com os 99% do valor a ser pago. Isso ela tb está reivindicando para o plano de saúde que ela paga pro filho, lazer, comida… Todas as despesas do filho que ela teve por falha de pílula, ela está botando no papel e cobrando judicialmente uma pensão vitalícia para a criança, da empresa fabricante. Detalhe. Ela é casada e muito bem casada com um cara sensacional. Um cara que está do lado dela pra que der e vier e um pai maravilhoso para o filho dela.

        • Cris
          ago 07, 2013 @ 19:58 {Responder}

          Ah! E tem mais. Com meus 17, 18 20 e poucos anos, eu cresci ouvindo minha mãe me dizer: “Filha. Se cuida, e se cuida muito bem, pq se um dia vc me aparecer em casa grávida, vc vai parar de estudar, vc vai sair da faculdade e VC irá criar o seu próprio filho, pq eu não vou cuidar”. Isso me deixava tão apavorada que, mesmo eu usando pílula recomendada pelo meu ginecologista, eu ainda assim usava camisinha. Eu tinha namorado fixo. Não era transa casual com um ficante eventual qualquer não. Mas justamente eu pensava exatamente Isso. Eu não tenho onde cair morta. Meu namorado coitado, está estudando ainda que nem eu. Mora com os pais, não tem emprego e tem que ficar pedindo mesada pra mãe dele pra conseguir me levar ao cinema e de ônibus. Nem pensar em engravidar dele agora. Se eu pudesse enfiar uma câmera de pneu no dito cujo, eu enfiava. Fazia o coitado usar a camisinha mais grossa do mercado. Ele reclamava pq tirava a sensibilidade? Reclamava, e muito. Mas sobre esse assunto eu era categórica e não tinha conversa. Ou era assim, ou sem chance, pq justamente, se um acidente viesse a acontecer, ele tb seria categórico em me dizer que não faria parte da vida do meu filho. Não vou tb entrar no mérito da proteção contra doenças venéreas que a camisinha tb evita, pois acho que o pessoal tb já está careca de saber. Quer se proteger de verdade e sabe que pílulas tem a chance mínima de falhar? Usa junto camisinha. Quer quer evitar filho, consegue sim. É só se preocupar um pouco com o assunto e se proteger com todas as ferramentas de proteção sexuais disponíveis no mercado. Mulher que engravida é pq relaxou.

      • rose
        ago 08, 2013 @ 17:18 {Responder}

        “Arque com as consequências”
        Filho é castigo por uma sexualidade praticada livremente?
        A mulher fez filho sozinha?
        NÃO EXISTE MÉTODO CONTRACEPTIVO 100% EFICAZ!!

        Fico estarrecida como ainda tem gente que vem com esse nhenhenhe de “não se cuidou”. Aff

        • Cris
          ago 09, 2013 @ 02:54 {Responder}

          Nhenhenhe de “não se cuidou” Rose? Vc se cuidou? Seu bebê foi 100% planejado e desejado tanto por vc quando pelo seu parceiro? Quantos anos vc tinha quando vc engravidou? Ainda estava estudando? Não trabalhava, ou trabalhava de vendedora de loja de roupas ou numa lanchonete ganhando comissão?
          Se vc tb vier me dizer que tb engravidou por falha de pílula, quero saber qual é a marca para denunciar AGORA esta empresa de pílulas de farinha.
          Realmente. Não existe método contraceptivo 100% eficaz. Porém, a pílula garante 99% de proteção. Quem realmente não quer engravidar, além da pílula, usa tb camisinha para garantir o 1% de proteção que a pílula não te dará. Quero ver vc engravidar tomando pílula e usando camisinha.

          • Camila
            out 14, 2013 @ 10:31 {}

            Adoro essas pessoas que acham que a mulher engravida sozinha. SQN
            Cris, o que o cara tava fazendo que não se protegeu? É fácil demais culpar só a mulher sempre.

      • bella
        ago 12, 2013 @ 01:08 {Responder}

        Perceba o machismo na sua fala: vc sempre se refere ao cuidado sendo EXCLUSIVAMENTE da mulher. O homem não tem que se cuidar também não? A mulher sempre sendo responsabilizada por praticar sua sexualidade!

  36. Gabriel
    ago 07, 2013 @ 17:56 {Responder}

    Isabela,

    Parabéns pelo seu texto, respeito seu ponto de vista.
    Queria só lançar uma luz sobre a discussão, espero não ser mal interpretado.
    Em muitos casos semelhantes a esse, você há de concordar comigo que os homens se omitem (nos mais variados graus, desde o “pago pensão” ao “você tem certeza que é meu?”)e o ônus da gravidez não planejada recai sobre a mãe, que ou vira mãe solteira, sob todos os estigmas já exaustivamente citados, ou aborta “clandestinamente” (aos olhos da nossa legislação medieval), por vezes pondo em risco a sua própria vida. Acho que o que fez o menino virar notícia foi sua atitude incomum de assumir a criação do seu filho, ante às impossibilidades da mãe. é raro isso acontecer na sociedade brasileira, ainda muito patriarcal. Enfim, sem querer entrar em choque com as feministas que, após uma leitura meio “diagonal” da reportagem, saíram em fúria, e acho que não é por aí.

    • Isabela Kanupp
      ago 07, 2013 @ 18:06 {Responder}

      Gabriel, concordo em partes com vocÊ. A questão aqui, é que não devemos fazer o cara se tornar um herói, a atitude dele não foi heróica, ele fez o que qualquer pai deveria fazer. Não é assim? Dificilmente. Mas não é por isso que devemos aumentar a atitude, entende? Acredito muito, que a culpa não é do rapaz, mas da mídia, de como a mídia reproduz o machismo. Mídia não da ponto sem nó.

      Obrigada pelo comentário e pela participação. Beijo

  37. ago 07, 2013 @ 18:10 {Responder}

    Isabela, quando eu li esta reportagem também tive a mesma indignação que você e pensei em escrever um texto exatamente assim – que bom que você me poupou o trabalho! (risos). Excelente texto, parabéns!

  38. Maité
    ago 07, 2013 @ 18:51 {Responder}

    O cabra aí não fez mais do que a obrigação, excelente texto.

    Mas o que eu queria mesmo? é que as mulheres/meninas tivessem a orientação adequada e não engravidassem de qquer calhorda. Ou então não engravidassem de propósito pra agarrar homem… e mais outros tantos exemplos que eu poderia dar aqui. É muita coisa errada! o começo da mudanda tem que vir da educação sexual, na escola, em casa, por tudo quanto é lado.

  39. Fabiana
    ago 07, 2013 @ 18:58 {Responder}

    Concordo que há machismo na notícia. Concordo quando você diz:
    “Quando um homem assume essa responsabilidade – que já é dele – ele é considerado um herói, como disse nesse texto aquid sobre a supervalorização das pequenas coisas que os pais fazem.
    Tudo o que esse rapaz da matéria faz, não é nada além da obrigação dele, como pai.”
    Mas, mais adiante, você dá a entender que a mãe não tem obrigação de cuidar de um bebê a quem deu à luz. Então, é responsabilidade do pai, mas não da mãe??
    A mãe tem “direito” de escolher se quer cuidar do filho? Então, o pai também deveria. Que mundo é esse??
    Ambos os pais têm sim, responsabilidade pela criança que colocaram no mundo!! A criança precisa da mãe, precisa de leite materno, de peito, da família!! Se não querem cuidar dela, existem grupos de apoio, terapia, existem muitas maneiras de conseguir assumir essa responsabilidade com alegria.
    Feminismo sim, egoísmo não!! Que negócio é esse? … é como se a criança fosse uma “coisa” que dá trabalho, da qual você preferia ficar longe, e não uma parceira, uma companheira, a pessoa que mais te ama nesse mundo! Horrível.

    • Isabela Kanupp
      ago 07, 2013 @ 19:08 {Responder}

      Fabiana, a questão é que vivemos em uma sociedade onde os pais, mesmos casados com as mães dos seus filhos, JÁ não assume a obrigação de ser pai. Tanto o homem quanto a mulher tem obrigações com uma criança, como zelar pela sua segurança, alimentação, educação. Porém AMBOS tem o direito de escolher, exercer ou não essa maternidade/paternidade. Porém, o que vemos são pais que não exercem isso, por escolha, por cultura, por machismo, e mulheres que exercem por OBRIGAÇÃO, e quando ESCOLHEM não exercer são JULGADAS, chamadas de vagabunda, N coisas. E quando os homens decidem não exercer essa paternidade, simplesmente ninguém faz nada. Nada. Ou pior, ainda culpam a MÃE pelo PAI não querer exercer a função dele.
      Então quando um homem faz algo que é a OBRIGAÇÃO dele, não deve ser exaltado, assim como nenhuma mulher que faz suas obrigações TODOS os dias, não são exaltadas. :)

  40. Madeline
    ago 07, 2013 @ 18:59 {Responder}

    Li essa reportagem e imediatamente pensei na minha mãe, que me criou (quase)sozinha. Meu pai desde sempre foi muito ausente até nos afastarmos de vez quando eu já era adulta. Ela nunca levou mérito algum por ser mãe solteira, pelo contrário, era algo “estranho”, pois como vou explicar aos colegas de classe que eu fazia os cartões de dia dos pais para minha mãe? Não era muito bem aceito, claro. Vivi essa realidade de ser filha de mãe solteira e não é fácil. Demorei muitos anos para me dar conta de que ter mãe solteira era normal. Mas antes disso, eu achava muito estranho e preferia não comentar com ninguém os problemas de relacionamento que tinha com meu pai.
    Então acho que esse post vem a calhar. Existe preconceito contra a mãe solteira, SIM. Não adianta negar. Mas mais do que isso existe uma super valorização daquilo que uma mãe já faz a muito tempo: cuidar de uma criança. Cuidar de uma criança é “só a obrigação de um pai”, assim como a de uma mãe. É triste ver a mídia tratando uma coisa tão lógica como algo a ser admirado.

  41. DANIELA
    ago 07, 2013 @ 20:10 {Responder}

    Correndo o risco de ser trucidada, digo que não busco a igualdade entre o homem e a mulher. Acredito que o homem tem um papel e a mulher tem outro. Ambos igualmente importantes.
    As mulheres não enxergam que esta busca incessante pela igualdade só nos impede de sermos mulheres com completude! Nós nascemos com instintos, dons, habilidades direcionadas para detalhes, cuidados, maternidade, sentimentos, relacionamentos… e é por isto que cabe mais a mulher cuidar de filho, marido, pai, mãe, cachorro, papagaio, gato, casa…. Os homens nasceram com outros instintos, dons e habilidades… Geralmente mais voltados para concentração, foco, força, proteção… E por isso eles se sobressaem como empresários, e por isso lhes cabe mais o dever de proteger e de prover! Como eu disse no início, ambos com papeis diferentes, mas igualmente importantes. Querer se igualar ao homem é desperdiçar uma mulher!
    Mas também entendo que os tempos mudaram. Hoje em dia, com as conquistas das mulheres, os papéis se confundem, se trocam constantemente. E acho que isto não necessariamente precisa ser uma coisa ruim. Não vejo nada de errado em um casal que, por circunstâncias da vida, optam pelo homem cuidar da casa e dos filhos e a mulher trabalhar. Como também acho o máximo o casal que se ajuda em todos os papeis, a mulher ajudando o homem nos dele e o homem ajudando a mulher nos dela. Mas ‘e AJUDA! É impossível os dois realizarem com a mesma intensidade e frequência as atividades dos dois. É por isso que acredito na definição e separação de papeis.
    Acredito acima de tudo em família e por isso, pra mim, é inconcebível a ideia de uma mãe ou de um pai abandonar um filho. Aqui não há diferença de gênero. Não é dois pesos, duas medidas. Em ambos os casos é uma absoluta irresponsabilidade e falta de amor. Acredito em família no sentido mais amplo da palavra. Duas mulheres que resolvem adotar uma criança, pra mim é uma família como outra qualquer, e se uma delas cair fora, pra mim é abandono do mesmo jeito! O mesmo vale para dois homens que resolvem adotar uma criança.
    A mulher que cuida do filho sozinha é uma mulher maravilha! E merece todo respeito do mundo! E o homem que cuida do filho sozinho é também um super-homem! Mas é muito mais raro. Por que? Porque os homens não foram educados para isto, obviamente que é muito mais difícil para eles realizar essa tarefa, não só pela questão da educação, mas também por conta da sociedade que considera isto, papel exclusivo de mulher, até hoje! Existe todo um preconceito e uma questão cultural envolvida aí. E este rapaz da reportagem realmente transcende tudo isso. O que a reportagem quer mostrar é exatamente a beleza disto. A importância se dá porque é sim algo raro e bonito. E não deixa de ser uma evolução masculina. A reportagem não desmerece em nada as mulheres que vivem a mesma situação que a deste homem. Ela simplesmente exalta o homem que teve a coragem de assumir um papel que é essencialmente da mulher (Essencialmente, vem de essência, ou seja, origem, então dizendo de outra forma: é originalmente papel da mulher). Esta atitude tem que ser exaltada sim, exatamente para incentivar outros homens a agirem desta forma e mudar essa mentalidade. Não vejo uma reportagem machista. A atitude do rapaz é justamente contrária ao machismo! Ele poderia muito bem dar o filho pra mãe dele (a avó da criança) criar, não poderia? Seria a atitude mais comum na sociedade em que vivemos. Todo mundo ia achar super normal. Não podemos reivindicar nossos direitos criticando uma evolução masculina! As feministas de plantão têm é que usar este exemplo a seu favor! Usar este exemplo para motivar outros homens a agir exatamente como este rapaz. Esta reportagem é, por si só, um ideal feminista.

    • ago 07, 2013 @ 22:23 {Responder}

      Não nascemos com instintos, nem com nada. Não temos nenhuma obrigação natural, gente…

      Comentário machista, repleto de achismos e da mesma cultura misógina que permeia a sociedade.

      Dá sono ficar explicando isso mil vezes. O rapaz da reportagem está cumprindo com sua obrigação! SÓ ISSO! E ele é tietado por isso, enquanto uma mãe solteira é sempre mal vista!

      As feministas de plantão, aquelas que lutaram pelo seu, pelo meu direito de ter opinião, de estudar, de trabalhar e de falar o que pensa estão tentando te mostrar que o post é machista, enquanto você continua pregando os “papéis” de cada gênero…

  42. vanessa
    ago 07, 2013 @ 21:12 {Responder}

    Isabela, adorei seu post, e concordo com vários comentários e discordo de outros tantos. Só quero confirmar oq vc comentou. Tbm sou separada, meu ex decidiu q queria ter vida de solteiro de novo qd minha filha estava com 7 meses, sai pra balada, enche a cara, não paga nem a metade da creche, e é visto como um super pai pq fica alguns finais de semana com ela… E eu sou vista como a chata e folgada q reclama de tudo, e q quer roubar a casa dele (sendo q compramos juntos, moramos lá por 3 anos e eu pago tudo da minha filha sozinha) pq eu deveria agradecer todos os dias por ele ficar com ela as vezes!

  43. Anderson Marinho
    ago 07, 2013 @ 22:05 {Responder}

    O próprio post que quer ser contra o machismo é machista. Se o site está como uma notícia dessas em destaque, é exatamente para exacerbar o quanto muitos pais se ausentam de suas responsabilidades. As mães em sua maioria, são sempre louváveis nos cuidados com os filhos. Existe até uma questão biológica para a mãe se sentir mais responsável pelo rebento, já que o carregou por nove meses em seu corpo, mas que nem cabe aprofundar muito por aqui. A blogueira ainda se faz porta voz (sem direito) do suposto pensamento da sociedade em relação a mães que criam seus filhos, de uma forma preconceituosa, quando a meu ver a sociedade pensa o contrário. Quem nunca ouviu dizer sobre uma dessas mães o quanto elas são batalhadoras, guerreiras, por desempenhar esse papel sozinhas? Na minha opinião, a blogueira veste uma armadura contra o machismo, mas no fundo, o machismo está impregnado em sua alma.

    • Isabela Kanupp
      ago 07, 2013 @ 22:12 {Responder}

      Anderson, antes de questionar o instinto, leia Élisabeth Badinter. O fato do pai assumir o filho – que é sua obrigação, que é sim responsabilidade dele e NA-DA demais – não é o machismo da história, mas como a mídia da essa ênfase, como a mídia transforma o pai que tem uma atitude nada mais que normal, como um super herói. Tirando – de alguma forma – o mérito de tantas mães solteiras que tem por aí.
      Sou porta voz da minha história Anderson, e em momento algum disse que falo por todas as mães solteiras, falo por mim, pelas minhas amigas, pelas minhas leitoras que já conversaram sobre isso comigo. Apenas isso. Só escrevo sobre aquilo que sei, e de preferência com embasamento.
      Aconselho vocÊ a ler a autora que já citei e também mito do instinto materno, e sobre como o denominado ~instinto materno~ é uma construção social. :)

      Obrigada pelo comentário.

    • J.M
      ago 08, 2013 @ 00:06 {Responder}

      Anderson,

      vc precisa estudar mais meu querido, principalmente em biologia.

      Leia… para libertar sua mente da ignorância!

      • ANDERSON MARINHO
        ago 22, 2013 @ 02:06 {Responder}

        Internet, o lugar onde os anônimos são os donos da verdade e da sabedoria!

  44. ago 07, 2013 @ 22:12 {Responder}

    Mulher que cria filho sozinha
    é “puta dadeira,
    sem família,
    sem Deus, sem amor,
    vadia”
    e tantos outros atributos…
    (Isabel Gontijo Hamdan)
    Né não.
    Somos guerreiras, verdadeiras.
    Como as mulheres primeiras.
    Mesmo que eles tentem acreditar no contrário.
    Mesmo esses, sabem quem somos
    e da força que temos…
    (Sol Marinatto)

  45. ago 07, 2013 @ 22:19 {Responder}

    Ver gente, especialmente mulheres, apelando para o “natural”, como se o “instinto materno” fosse inato de toda mulher… desculpe, girls, mas vocês estão apelando para o biológico quando na verdade somos seres pensantes, capazes de raciocínio.

    Instinto materno é MITO!! MITO!! E vejam bem, não estou questionando a questão do amor, mas que instinto materno não existe, ele é uma construção, isso ele é.

    O post está correto sim. O pai é celebrado como corajoso, exemplo por criar um filho sozinho, a mulher é sempre a puta, vagabunda, que não se preveniu e emprenhou. Ou seja, vocês que estão dizendo que é obrigação feminina criar os filhos, na certa acusam mães solteiras de seres vadias e putas, porque pariram sem um “homem” por perto.

    Ahhhh, faz favor, viu??

    • J.M
      ago 08, 2013 @ 00:08 {Responder}

      Stella, vc tem razão!

      nossa sociedade é assim exalta aqueles que cumprem às vezes as obrigações!!

  46. Anônimo
    ago 07, 2013 @ 22:30 {Responder}

    Nojo de alguns comentários de certas “mulheres” …É de um machismo e de um senso comum absurdos…Fias, vão estudar, ler um pouco mais sobre gênero, sexualidade ao invés de ficarem na internet lendo bobagem e defecando pela boca!!! Parem de culpabilizar as mulheres por um segundo e usem a cabeça para pensar. Empatia mandou beijos.

  47. Mariana
    ago 07, 2013 @ 22:38 {Responder}

    Essa foi a melhor materia que ja li na minha vida!! Infelizmente ela nao tem o espaco de um site inteeeiro para falar apenas disso: desse machismo ridiculo… Mas eu, como mae solteira, e com muitas amigas maes solteiras tambem, tenho esperanca que esses tempos estao para acabar, pois grande parte dos filhos da nossa geracao sao filhos sem a presenca dos pais. E eu acho isso, pelo menos, muito interessante!! Muita coisa pode mudar em decorrencia disso. A justica deveria ser a primeira coisa. Na classe da minha filha, muitas criancas nao tem pai, e quando chega o dia dos pais, aquela bagunca de quem vai mandar a foto de quem, do padrinho, to avo, do tio… Pra que isso? Isso tudo se trata de que, de amor? Nao basta estar vivo para receber um carinho, um presente, um pouco mais de amor?
    Eu vejo o comprometimento das maes em criar esses filhos sozinhas, assim como eu, e acredito que esta por vir uma geracao muito melhor, uma geracao que vai praticar o amor nao importa a quem. Uma geracao que vai entender que nao precisa ter o dia das maes/pais para falar EU TE AMO. Geracao sem preconceitos!! E que venham essas criancas, criadas por mulheres guerreiras, para mudar a nossa sociedade. E para os pais como esse da materia, que sirvam de exemplo!! Que nao seja nunca por obrigacao, mas no futuro, que o pai vista a camisa e decida sempre ser PAI, e principalmente, ser FELIZ, pois eh o que um filho faz, nos faz felizes. Nao tenho duvidas que esse instinto que eh chamado de “instinto materno” eh um instinto do ser humano. Basta querer para coloca-lo para fora. Mas mulheres e homens com as suas diferencas e por alguma razao da evolucao social(ou sei la o que!), acabamos por pensar diferente. Acabamos por agir diferente. Acho isso tudo lindo, maes solteiras, pais solteiros, etc. E a midia, como sempre, UM LIXO!! Ah, se tivessemos a midia como aliada para a verdade e o lado bom da vida…

  48. Mariana
    ago 07, 2013 @ 22:40 {Responder}

    PS- Quem sabe as maes solteiras, em alguns casos, nao estao servindo de exemplo para os homens que desejam ser pais?! Quem sabe…

  49. Luiz Barros
    ago 07, 2013 @ 22:41 {Responder}

    A mulher tem tetas, o homem não.

  50. ago 07, 2013 @ 22:58 {Responder}

    Isa, PARABÉNS pela coragem e esclarecimento intelectual, social ao escrever esse post. Sensacional. Todo tópico abordando feminismo (oh, aquela palavra proibida!) há de gerar comentários aos montes e achei mais incrível ainda te ver aqui, abaixo, mantendo sua opinião e fornecendo links, debatendo. Você é sensacional! Nunca se intimide pela resposta (colocar-se no papel de criadora de conteúdo é ADMIRÁVEL e mais do que a maioria aqui pode dizer sobre si mesmo), precisamos de MAIS conteúdo, mais opiniões e perspectivas para não restarmos sempre com as mesmas. Você também precisa ter claro que o feminismo é sobre a igualdade de direitos das mulheres, não sobre os sentimentos dos homens (tão ofendidos com a palavra e injustiçados neste mundo, oh!). Confesso que roubei esta última frase!

    Bom… Não li todos os comentários. Sinceramente, estou aqui de cama (doente) e sem paciência espiritual para me irritar, rs. Se eu começar a ler, fico até amanhã respondendo e me parece que você já está fazendo isto muito bem. Bati só o olho e vi alguém citando as mães como as responsáveis por cuidar da prole NA NATUREZA. Bem, não pude ignorar essa. Como jornalista da National Geographic Brasil, eu adoraria pontuar aqui que na realidade a natureza é bem menos simplista do que isso. E que o desconhecimento da(o) cidadã(o) sobre o Reino Animal não deveria ser usado como base de argumento. O fato é que os animais possuem as mais diversas sociedades, sistemas de hierarquia e também formas de maternidade/paternidade. Algumas espécies simplesmente fecundam ovos e os abandonam, noutras é a mãe quem se ocupa da maior parte do trabalho, há espécies em que o macho cuida do filhote (sim, que surpresa!), outras em que as tarefas são divididas (nossa! vanguarda!). Só isto já deveria ser o suficiente para fazer com que nós, em pleno século 21 (tendo a Ciência à nossa disposição e um senso maior de humildade ao que se refere a magnitude da natureza), parássemos de usar “o reino animal” como base genérica para qualquer comportamento humano. Sequer “os mamíferos” estaria correto e a julgar pela extrema diferença na estrutura social dos primatas mais próximos de nós (chimpanzés, patriarcais; bonobos, matriarcais) também não estaria correto usar a natureza como base alguma para qualquer padrão de comportamento social. Nem mesmo biológico, tendo em vista as múltiplas formas de procriação possíveis (incluindo aquelas em que sequer há divisão macho/fêmea). O machismo existe porque alguém se beneficia, socialmente, disto e vem sendo abandonado conforme a ignorância é erradicada da Humanidade (assim como o racismo e outras crenças estranhas baseadas em jogos de poder, interesse e burrice como um todo).

    E isto sequer é importante! Haver diferenças entre as estruturas sociais e biológicas dos animais é irrelevante perante ao fato de que somos seres pensantes, com pelo menos 6 mil anos de História nas costas, que constantemente evoluem e re-avaliam conscientemente os seus modelos. Isto se chama evolução social. E parte da nossa evolução como sociedade se dá ao fato de que somos capazes de repensar nossas estruturas sociais, nos comunicar, mudar os nossos papéis historicamente, evoluir junto aos direitos humanos, reavaliar o significado de igualdade e a nossa participação ativa em um mundo mais justo, solidário. Me dá nos nervos quando alguém usa “ah, na natureza é assim…”, porque muito provavelmente 1-não é, para começo de conversa, e 2-se você não está vivendo em uma caverna sem se comunicar com os outros, caçando tudo o que se move, à parte do século 21: colega, lamento, isso NÃO É ARGUMENTO.

    Ok. Só precisava tirar isso do meu peito. Vamos ser mais empáticos ao que sentem MUITAS mulheres que por MUITO tempo sofreram com um sistema de padrões duplos antes de sairmos vomitando justificativas, ofendidos, ignorando toda a dor e as injustiças que – sim! – muitos seres humanos sofreram. Não interessa se você, sob sua perspectiva individual, não concorda. Pare um pouco. Respire. Perceba os números e as proporções sociais, como um todo. Respeite que está do lado de lá da luta (e que por séculos a perdeu)… Ninguém está dizendo que não têm pais ótimos no mundo, que os homens não são esforçados, que as mulheres não são esforçadas, que não existem exemplos sensacionais. Óbvio que existem. Mas também há muita injustiça, historicamente as mulheres têm que lidar com situações difíceis como mães solteiras (muito mais do que os homens) e acho que parte do texto da Isa evidencia justamente tudo o que muitas mulheres passaram como “obrigação” e que alguns homens hoje vivenciam com certo louvor social…

    E é um ponto extremamente válido. Vamos ouvir, simpatizar, ser educados :)

  51. Mayra
    ago 07, 2013 @ 23:22 {Responder}

    Texto curto e bem objetivo! (:
    To com nojo dos comentários aqui, sempre tem um com aquelas chorumelas de que a mãe carregou na barriga e, por isso, tem que amar maus, cuidar mais, comprometer-se mais… Dai aparece político defendendo a ideia se que a mulher Tem de criar um filho resultado de um estupro e a gente achando que ele e louco… Até perceber que muitas ideias machistas do senso comum acabam fomentando essas violações contra todas as mulheres. Essas explicações baseadas no corpo feminino, ao meu ver, tem só um objetivo: o de NUNCA libertar a mulher. Afinal, nunca teremos um pinto para poder justificar certas liberdades.

  52. Anônimo
    ago 08, 2013 @ 00:01 {Responder}

    nossa sociedade é patética!
    concordo plenamente com o seu post.

    Este cara da matéria se fato está cuidado do seu filho não faz mais NADA QUE A OBRIGAÇÃO DELE.

    Quem fez que cuide, com o mesmo zelo, carinho e proteçao… que a mãe.

    A criança não pede para nascer, e sim muitos pais são folgados.

    Nunca vi a mãe ficar com os filhos só nos finais de semana… muuuuuuito raro!

    E isso de fato é guarda compartilhada?

  53. Rafael Mendes
    ago 08, 2013 @ 00:43 {Responder}

    Discordo fortemente do texto. Os argumentos sofrem de forte “confirmation bias” (algo como “vício de confirmação”). Esse vício é uma característica bem humana de procurar evidências que confirmam o que se acredita, enquanto se ignora as que podem levantar dúvidas. Quanto mais emocionalmente envolvido com o assunto o sujeito estiver, maior a chance disso acontecer. Mas vamos aos pontos.

    Pegando a mídia como exemplo: todos os anos eu vejo várias reportagens ao longo do ano, e especialmente perto do dia das mães, sobre mães solteiras, mães chefes de família, mães heroínas etc. O oposto é mais raro, o que não significa que é errado ou indesejável uma reportagem assim, especialmente em data próxima do dia dos pais, quando a paternidade está em pauta. Um artigo assim é educativo e deveria fazer muitos pais ausentes refletirem sobre sua situação. Quem cria filho sozinho, seja homem ou mulher, realmente tem um desafio heróico diariamente.

    Já quanto ao que rola “na boca do povo”, eu arrisco dizer que a mesma mente pequena que chama de “puta” uma mãe solteira, também chama de “otário” ou “corno” um homem que cria o filho enquanto a mulher foi embora “para o mundo”. A maioria absoluta das pessoas encara com reprovação quem abandona seus filhos e com admiração quem os cria bem. Nesse ponto eu concordo que a cobrança é maior em relação às mulheres, mas ela não é exatamente fraca para os homens.

    Por fim, o próprio título do texto é duvidoso. Primeiro: a paternidade não é opcional, ela é obrigatória. Qualquer mulher pode exigir um exame de DNA para cobrar as obrigações financeiras e responsabilidades morais da paternidade (o que às vezes é até usado de forma maliciosa). Um pai que, na ausência da mãe, abandona seu filho, também pode ser condenado por abandono de incapaz, assim como poderia ocorrer com a mãe em situação inversa. Em países desenvolvidos, onde em sua maioria o aborto é legal, a futura mãe tem a escolha de interromper a gravidez. O futuro pai nada pode fazer contra ou a favor dessa medida e é obrigado a assumir o filho mesmo que seja contra o avanço da gravidez (ponto que eu acho injusto, pois se a mãe decide ter o filho contra a vontade do pai, ele deveria estar isento das responsabilidades, assim como o oposto também deveria ser possível, no caso da mãe biológica concordar em gerar o filho para o pai biológico e real, mas isso é um assunto mais longo e delicado). Ou seja, a maternidade, sim, é legalmente facultativa – pelo menos até o nascimento da criança. Após o nascimento, pai e mãe tem obrigações morais claras, embora, de fato, a sociedade seja mais leniente com o homem, não é nem de perto tão maniqueísta quanto o artigo faz parecer.

    O ocidente e o Brasil vêm mudando muito, então é preciso ter muito cuidado com generalizações. Repetir hoje a mesma pauta do feminismo dos anos 70, sem atualizar o discurso, é risco de ser taxado de radical e perder credibilidade com os setores da sociedade que não discutem e não pensam em um futuro sem sexismo. Se quem se interessa pelo assunto não prestar atenção em todos os detalhes, quem prestará?

    Abraços!

    • Morgana
      ago 08, 2013 @ 04:17 {Responder}

      Rafael,

      Você não consegue ver o machismo da sua resposta.
      O que se pode conseguir com exame de DNA e entrando na justiça é pensão e o que mais? Que o cara veja o filho nos fins de semana? Você acha que isso é paternidade? Acha que isso é responsabilidade igualmente dividida?

      Você diz que um pai que, na ausência da mãe abandone o filho pode ser enquadrado em abandono de incapaz, mas a sociedade, como se pode confirmar inclusive em comentários acima, julga a mulher dessa forma mesmo se deixar com o pai. Sentiu um “dois pesos, duas medidas” aí? Pois eu sim. E as demais feministas também.

      Sobre a questão do aborto, infelizmente ele não é descriminalizado no Brasil ainda. Ainda não somos um país desenvolvido. E a decisão sobre a interrupção da gravidez é da mulher porque a gestação acontece no corpo dela.

      No dia em que o aborto for legal, seguro e gratuito no Brasil poderemos dizer que a maternidade é facultativa. Aí sim poderemos afirmar que a mulher que teve um filho teve porque quis. Enquanto mulheres forem obrigadas a levar diante gestações indesejadas, principalmente as mais pobres, que podem acabar morrendo ou presas por conta de um aborto clandestino, isso não é verdade.

    • Cris
      ago 08, 2013 @ 09:03 {Responder}

      Rafael.

      CLAP!!! CLAP!!! CLAP!!! (Palmas eufóricas)

      Vc disse absolutamente tudo. A mesma mente pequena que chama uma mãe solteira de “puta” realmente (e isso eu já presenciei), tb chama um pai solteiro de otário. Assim como um pai que abandona um filho (meu ex-marido que abandonou a filha dele que ele não teve comigo, graças a Deus, mas com a ex-namorada dele dos tempos de faculdade), tb é tachado, e com toda razão pela sociedade, de canalha FDP (por sinal, hoje, acho ótimo esta criança no final não ter tido nenhum contato com ele, tendo ele todos os dias presente como exemplo de figura paterna. Hoje, a ex dele está com um outro cara. Um cara super bacana que cuida, cria e trata esta menininha como se fosse filha biológica dele, muito melhor do que o próprio pai o criaria).
      Hoje a sociedade não está mais tão compreensiva assim com pais e mães que abandonam seus filhos.
      Não critico de maneira alguma as mães solteiras. Muito pelo contrário. São guerreiras e que, se bobear, botam no chinelo muitas tantas outras mães casadas. Botam no chinelo até mesmo suas próprias mães quem lhes criaram.
      O que me dá urticárias e perebas pelo corpo, e isso sim eu critico e muito, é o fato de ver essas mulheres não se cuidando para evitar a gravidez. Depois se revoltam e choram desesperadas pela sobrecarga de ter que cuidar do filho sozinhas, dando a impressão de que seus filhos são um fardo que elas terão que carregar pelo resto de suas vidas. Sim. Filho é sim para o resto da vida. Por isso que a decisão de se botar um filho no mundo tem que ser muito bem planejada.
      Quando eu li em um determinado parágrafo da reportagem escrito: “…Depois de um relacionamento curto, César descobriu que seria pai no final de 2012…” já torci o nariz.
      Mulheres. O corpo é de vcs e somente vcs tem o poder de evitar uma gravidez indesejada. Os seus namorados/maridos/ficantes, não poderão estar com vcs todos os dias, enfiando o anticoncepcional em vcs goela abaixo para evitar que vcs engravidem. Pelo amor de todos os santos padroeiros de todos os bebês… Não engravidem de um relacionamento curto. Vcs não tem como se embasarem e projetarem um bom pai e uma vida desprovida de privações para vcs e seus filhos através de um relacionamento curto.
      Filho é algo muito sério. A decisão de se ter um filho é algo que tem que ser muito bem pensado e planejado no quesito monetário, psicológico e principalmente no quesito escolha do pai.
      Com exceção da Isa (falha de pílula), que por sinal, acredito piamente que se ela jogar os números da data do nascimento da filha dela na loteria, ela vai ganhar com certeza, a grande e esmagadora maioria de vcs, engravidaram por puro e simples descuido de não se prevenirem corretamente.
      Vcs não irão conseguir avaliar o caráter do seu parceiro em 1, 2 6 meses de namoro.
      Tem mulheres (e eu mesma sou um exemplo disso) que passam anos casada com uma pessoa, e com o passar do tempo, aos pouquinhos e muito lentamente, vai descobrindo que não conhece a pessoa que está dormindo ao seu lado. Chegam no final do relacionamento, quando já estão em vias de fato para um divórcio, à triste conclusão de que passaram todos estes anos ao lado de um completo estranho. E nesse caso, todas chegam a se revoltar, achando que jogaram esses anos de suas vidas no lixo.
      Mas está tudo bem. Foram alguns anos da vida de vcs. Vcs tem muitos outros anos pela frente para encontrarem uma pessoa bacana para estarem ao seu lado, e aí sim, tendo a total e absoluta certeza de que essa pessoa realmente é bacana, e depois de um longo período de namoro e casamento, começarem a pensar em planejamento familiar, justamente para não terem que passar pelas dificuldades que todas relataram aqui, e no passo, não serem obrigadas a olharem nos olhinhos dos seus próprios filhos tendo que responder as perguntas que cortam o coração de qualquer mãe nesse mundo, que são: “Onde está o meu pai?” “Por que eu não tenho pai?” Por que o meu pai não me quis?”
      Pior são as que não aprendem com os próprios erros e o repetem novamente.
      Tenho uma amiga que, às vezes, me dá vontade de dar uns tapas nela pra ver se ela acorda pra vida.
      Ela não tem onde cair morta, completamente sozinha no mundo, pois nem pais ela tem para lhe dar um apoio. Essa infeliz engravidou duas vezes de pais diferentes.
      A primeira vez ela era bem jovem. Tinha seus 20 e poucos anos. Na época, ela usou a desculpa clássica de toda jovem que engravidava usava, que foi a falta de informação sobre métodos contraceptivos. Ao meu ver, essa desculpa não cola mais, pois hoje em dia, não conheço um jovem no mundo sequer que não tenha acesso à internet, Isso pq na época dela, não existia internet ainda, mas já existia televisão, revistas e jornais debatendo exaustivamente esse tipo de assunto.
      Hoje é inadmissível uma jovem com seus 20 e poucos anos, alegar falta de informação sobre o assunto de como se evitar uma gravidez.
      Não contente com a situação precária de vida em que ela se encontrava, depois de velha, se juntou novamente com um ser que fazia com que o tal do Nardoni (o cara que arremessou a própria filha do décimo e tanto andar) parecesse ser melhor pai do que o guri dessa reportagem do pai herói.
      Nós, amigas dela, vivíamos em pânico constante com esta relação. Estávamos sempre em alerta, mantendo nossos celulares constantemente carregados de bateria, pq as ligações dela em qualquer horário do dia, e principalmente de madrugada, eram frequentes. Ligações dessa minha amiga aos prantos e desesperada pq, pela milésima vez, o canalha bateu, xingou, humilhou ou traiu a infeliz.
      Ela chegou a se separar desse lixo humano por 6 vezes. Mas a retardada (desculpe pelo palavreado, mas, ao meu ver, errar é humano, repetir o erro é burrice, mas repetir o erro por 6 vezes, aí o indivíduo já deve ter um sério distúrbio mental mesmo), na última vez em que ela voltou à viver novamente junto dessa porcaria de homem, e é claro, quando chegou a época em que ela estava para se separar dele novamente (seria a sétima separação), ela resolveu fechar essa linda história de amor engravidando desse boçal, na esperança de salvar o seu casamento, fazendo com que ele se transformasse em um bom marido. BURRA!!!! IMBECIL!!! RETARDADA DÉBIL MENTAL!!! FILHO NÃO SEGURA HOMEM!!!! FILHO NÃO SALVA CASAMENTO!!!
      Filho na verdade, acaba até destruindo casamento de uma vez por todas caso o casamento já esteja balançando. Filho é responsabilidade dos dois pais. Começam as cobranças, e um vai jogando na cara do outro as coisas que um deixa de fazer. Se o casal não está vivendo em total e completa plena paz e harmonia, filho não segura casamento. Se o amor acabou, se o respeito acabou, filho será a gota d’água para uma separação das mais terríveis que se possa imaginar.
      Mas a imbecil da minha amiga (que é um ser humano, e não um animal, se bem que pelas atitudes e escolhas que ela fez na vida, ela está mais parecida com uma anta do que com um ser humano, mas enfim… Como disse muito bem a jornalista da National Geographic Brasil, deveria ser um ser pensante, que pensa e raciocina), NÃO!!! Ela não foi um ser pensante e que raciocinava. Ela tinha que acabar de arrebentar com a vida dela de uma vez por todas, engravidando do segundo homem que não prestava e que cruzou o seu caminho, e pra piorar, fazendo com que uma pobre criança inocente tenha que crescer sem pai pelo resto de sua vida, pq até cego via que aquele cara, da maneira com que ele a tratava, JAMAIS ficaria ao lado dela, criando essa criança junto com ela e sendo um bom pai.
      Agora ela está aí no mundo. Separada pela sétima vez do cara e com duas bocas pra alimentar, sendo que ela mal consegue alimentar a própria boca dela.
      Eu sinto tanta raiva dessa situação, sinto tanto ódio que… Bom. É lógico que, igual a todas as mães solteiras que tiveram péssimos companheiros, que abandonaram seus filhos, ela começou a se vitimizar com o mesmo discurso que eu li em alguns post aqui, mas o que ela mais costumava mesmo se queixar, era o fator monetário mesmo, pq no fundo, acho que ela até prefere que o cara mantenha a distância.
      Quando o bebê tinha menos de 1 ano de idade, o desgraçado costumava levar o bebê pro boteco e ficava lá, enchendo a cara o dia inteiro. Depois, no final do dia, voltava bêbado pra casa chacoalhando o bebê nos braços, como se fosse um saco de batatas. Ele mal conseguia parar de pé de tão bêbado que ele estava.
      Minha raiva era tão grande que, quando ela ameaçava começar a usar os meus pacientes ouvidos de penico com o chororô da falta de grana, pq o cara não pagava nem a pensão, óbvio, eu respondia: “Por que vc não aproveita e ensina os teus dois filhos a fazer malabarismo com limões? Tem muita mãe ganhando dinheiro deixando os filhos fazerem malabarismo no farol. E olha só que maravilha. Vc já tem dois. Vai ganhar o dobro de dinheiro comparado com mães que vc encontrar lá, e que usaram esse empadão que vc tem dentro da tua cabeça que vc chama, não sei o pq, de cérebro, e tiveram um filho só apenas. Vai lá. Vc vai se dar bem. O cruzamento da Av. Rebouças com a Av. Henrique Schaumann é bastante disputado pelos meninos de rua, mas dá uma boa grana”.
      É horrível dizer uma coisa dessas para uma amiga? É. Fui cruel? Sim. Totalmente. Mas hoje, por ser amiga dela, eu não posso passar a mão na cabeça dela e dar colinho. Ela fez besteira. Não uma, mas DUAS vezes. Se eu a consolar, ela fará uma terceira besteira. Além disso, eu cansei de dizer pra ela se separar e tocar a vida dela. Cansei de dizer que o cara não prestava. Cheguei a me ajoelhar aos pés dela implorando pra ela se cuidar e não engravidar daquele FDP. Ela não me ouviu. Agora aguenta o tranco e sem chorar.
      As escolhas erradas que fazemos na vida, um dia a própria vida se encarrega de nos entregar o boleto para pagar. Se no passado escolhemos um péssimo pai para os nossos filhos, agora levanta a cabeça, fica de pé, sacode a peruca e bola pra frente. De preferência com um belo sorriso no rosto que o seu próprio filho, sem a menor dificuldade, se encarregará de arrancar da sua face todos os dias de manhã pelo resto de sua vida 😉

  54. Dimitri Bitu de Araújo
    ago 08, 2013 @ 01:44 {Responder}

    entendo o tezxto, e a sociedade é bem machista mesmo, mas uma coisa é a mulher escolher não ser mãe e matar o filho dentro da barriga e o homem escolher não ser pai e abandonar o filho.
    Assassinato, abandono. É beeeeem diferente.

  55. Núbia
    ago 08, 2013 @ 02:51 {Responder}

    a questão é que homem nenhum hoje em dia..nao quer nada com a vida…muito menos cuidar de uma criança..ainda mais sozinhu..por isso tem essa fama de heroi…fazer o que né… é mais que obrigação…

    • Núbia
      ago 08, 2013 @ 02:53 {Responder}

      *por ele esta fazendo isso surpreende a gente..por isso a fama de herói ….

  56. Cris
    ago 08, 2013 @ 05:03 {Responder}

    Daniela.
    Vc foi brilhante no seu post. É exatamente isso. Não sou contra o feminismo. Muito pelo contrário. Graças aos movimentos feministas, nós mulheres conquistamos vários direitos e liberdade tb. Mas tudo que é exagerado, faz mal. Hoje observo que a mulher está mesmo querendo se equiparar ao homem em absolutamente tudo. Isso está fazendo com que a mulher perca mesmo sua feminilidade. Meu chefe, que é de uma outra geração, bem mais velho do que eu, outro dia fez uma observação que, em um primeiro momento, chegou a doer aos meus ouvidos, pois, aparentemente, me pareceu ser uma observação extremamente machista, mas ao reparar melhor e observar em volta, eu não tive como não concordar com ele.
    Ao observar ao redor as mulheres que se encontravam perto de nós, ele disse: “Olha para essas mulheres. Todas de cabelos presos ou curtos vestindo calças e ternos. Nenhuma de saia ou vestido. Parecem homens. Tenho pena da geração dos homens de hoje, que tem que se envolver amorosamente com mulheres travestidas de homens”. E era verdade. Não havia uma mulher sequer de vestido.
    Não é que ele seja um velho tarado babão, que estava na verdade tentando incentivar que as mulheres usassem micro saias para ficar babando olhando as coxas da mulherada. Muito pelo contrário. Nesse caso, por ele ser de outra geração, e não estar acostumado com mulheres usando saias curtas, já que as mulheres que eram consideradas de família nas décadas de 30, 40, 50 jamais usavam mini saias, nesse caso, ele era sim machista até demais. Ele abominava mini saias. Enchia a boca pra dizer que mulher que usava saia curta não prestava e blablabla.
    Na época dele, as mulheres eram sim bem mais femininas do que hoje. Elas se vestiam com roupas exclusivamente femininas e se portavam de uma forma mais graciosa. Entendi perfeitamente o ponto de vista dele. Eu não iria achar nada atraente se todos os homens da nossa geração passassem a se vestir com camisetas baby look, shortinhos, meia calça e salto alto.
    Hoje, até os trejeitos abomináveis masculinos, as mulheres estão adotando. Já vi mulher cuspindo no chão, coçando o saco (que elas não tem e nunca terão por sinal) e até enchendo o marido de porrada.
    Tenho uma amiga lésbica que levou a namorada numa balada. Um cara, sem saber que a namorada dela tb era lésbica, foi xavecar a guria. Minha amiga, mesmo ela sendo lésbica, ela não deixa de ser uma mulher. Ela gosta de se relacionar com mulheres, mas acima de tudo ela ainda é uma mulher, e não um homem. Ao invés de ela se comportar como uma mulher, e resolver a situação com delicadeza como uma mulher faria, ela simplesmente partiu pra cima do cara dando peitadas no peito dele, igual os homens fazem, sabe? (Quando os homens estão querendo partir pra briga, eles costumam estufar o tórax, o peito que nem pombos, levantam o queixo e começa uma dança de bate bate peitoral; um batendo o próprio peitão no peitão do outro), e lhe sentou um tabefe na cara. Óbvio que o cara ficou louco, e tb partiu pra cima dela, afinal, ninguém gosta de levar tapa na cara de graça sem ser da própria mãe. Detalhe. A minha amiga tem 1,50 de altura. É baixinha e de corpo super franzino. O cara tinha 1,90 de altura e era bombado rato de academia. Resultado? Minha amiga quis se comportar feito homem e tb acabou apanhando feito homem. A diferença mais óbvia ainda, que a biologia nos impõe, e não a sociedade, é que ela tentou se portar feito um homem e acabou batendo na cara do homem como mulher, com a força física de uma mulher, por ser uma mulher e apanhando como um homem, de um homem, que tinha a força física de um homem por ser um homem. Como ficou o rosto da minha amiga? Nariz quebrado, olho roxo e inchado e 10 pontos na testa. E o rosto do cara? Um leve vermelhidão na bochecha causado pelo tabefe, um arranhão no braço e um pequenino tufo de cabelo arrancado. Agora eu pergunto. Quem ganhou e quem perdeu essa briga? Se ela tivesse se portado como uma mulher, usando seu charme, jeitinhos e sorrisinhos mágicos e encantadores característicos de mulher, conversando e explicando numa boa para o bruta montes que a guria estava com ela, te garanto que o resultado não seria esse. Se bobear, o cara até se simpatizaria com ela e ela ganharia um novo amigo. Além de ela conseguir sair da situação com sua integridade física intacta.
    No hospital, quando ela estava toda quebrada, aí sim ela resolveu se comportar como mulher e disse a seguinte frase que eu achei bem engraçada: “Covarde. Eu sou mulher poxa vida. O cara me bateu como se estivesse batendo em um homem”. Engraçado isso. Na hora de chamar o cara pra briga, ela estufou o peito de pombo micro dela e peitou o cara feito homem, mas depois que apanhou, aí sim ela volta a ser mulher? Como assim? Se sente que é homem o suficiente para intimar um cara pra briga, tem que se sentir homem até quando apanha tb. Voltar a ser mulher só pq lhe convém não é justo rs…
    Lógico que ele bateu nela como se ela fosse um homem. Ela estava se portando feito um homem. Agindo e chamando o cara pra briga feito um homem. O que ela queria? Ela queria apanhar de um homem como se uma mulher estivesse batendo nela?
    Da mesma forma que uma mulher não consegue controlar a sua força ao ponto de aumentá-la para ser compatível com a do homem, o homem, na hora da raiva, tb não consegue controlar a sua força, diminuindo ela para ser compatível com a força da mulher. Isso é mais do que biologicamente óbvio e explicado.
    É exatamente como vc disse. Existem habilidades em que as mulheres já nascem com elas. São exclusivamente femininas e já nos vem instintivamente desenvolvidas, assim como tb existem habilidades exclusivas masculinas que já estão desenvolvidas nos homens ao nascerem. Lógico que isso não significam que ambos os sexos não possam desenvolver algumas habilidades exclusivamente do sexo oposto, e é aí que entra o X da questão.
    Por não se nascer com essa habilidade, a pessoa terá que adquirir, aprender e desenvolver esta habilidade.
    Uma mulher seria capaz de obter a força física de um homem? Claro que sim. Com anos de musculação e tomando muito suplemento alimentar e vitaminas.
    Um homem seria capaz de olhar para um bebê recém nascido e reconhecer cada tipo de choro? O choro da fome, o choro de gases na barriguinha, o choro do sono? Claro que sim tb. Convivendo e observando constantemente por meses e meses a criança, coisa que a mulher automaticamente começa a reconhecer nas primeiras semanas de vida do bebê. Porém, mulheres bombadas e homens que cuidam e criam com excelência sozinhos seus filhos são realmente exceções. E exceções são ótimos conteúdos na mídia. “Ela é uma ótima mãe. Ela educa, alimenta, troca a fralda e da banho na criança”. Graaaaaaaande coisa. Como muitas mulheres já disseram aqui mesmo, a maioria fazem isso todos os dias com os pés nas costas e sem nenhuma dificuldade, pq é instintivo da mulher. O homem tem mais dificuldade para executar estas tarefas, que para nós, seria trivial. Por isso que, quando aparece um homem que consegue exercer o papel de pai, e principalmente o papel de mãe, vira exceção, e consequentemente matéria de jornal.
    Assim como tb virou matéria de jornal um grupo de mulheres pedreiras que resolveram se juntar e trabalhar na construção civil construindo casas populares numa cidade no interior de SP. Mas o que eu achei engraçado foi que não li um comentário abaixo dessa matéria das mulheres pedreiras, de homem nenhum dizendo: “Graaaaaaaaande coisa. Faço isso todos os dias com os pés nas costas”.
    Costumo dizer que não sou feminista. Sou feminina. Mesmo sabendo que tenho força suficiente (mas não a nata habilidade e rapidez de um homem) para trocar o pneu do meu carro, como já o troquei uma vez, e força suficiente para abrir um pote de conservas, como uma mulher feminina que sou, continuarei pedindo gentilmente para que cavalheiros transeuntes que estejam na rua, me socorram nesta árdua e exaustiva missão (que para eles é trivial e rotineiro, mas para nós mulheres, é bem difícil e pesado) rs…
    Tb continuarei a entregar o pote de conserva para o meu estimado marido abrir sempre que eu necessitar, pois só vejo vantagens. Além de dar uma massageadinha no ego dele, deixando-o feliz (…e homem feliz faz absolutamente tudo o que a gente quer e pede com jeitinho), pq homem simplesmente ADOOOOOORA mostrar pra mulher o quanto ele é forte, não me canso e conservo minhas delicadas e preciosas unhas francesinhas, feitas com precisão cirúrgica (serviço este que, ao meu ver, mãos grandes, calejadas, secas e pesadas de homem nenhum no mundo seriam capazes de exercer sem um looooongo tempo de treinamento) pela Márcia, minha habilidosa e caprichosa manicure rs…
    Como a Daniela sabiamente disse, a matéria é uma evolução masculina, e não machista. E as feministas, se forem bem espertas, deveriam divulgar ao máximo esta matéria, pq ela mostra exatamente o início da mudança dos tempos e de comportamento masculino, isso sim.
    Danem-se se chamam o pai de herói. O que importa a nomenclatura que a mídia e a sociedade dá para o homem que, de fato é um pai exemplo?
    Se para termos um exercito de pais iguais a este, a sociedade terá que exaltá-los a semi deuses, para estimular até mesmo os homens mais machistas do mundo a trocar fralda suja de cocô 10 vezes ao dia, e dividir com a mulher o papel de cuidar e criar o filho de uma forma correta, que assim seja.

  57. Debora Oliveira
    ago 08, 2013 @ 08:43 {Responder}

    Como a Clara disse, muitas vezes é melhor não ler os comentários, rs. Mas é interessante. Posso dizer, que a responsabilidade social de uma mãe que divide a guarda dos filhos com o pai, e que o pai fica a maior parte do tempo com os filhos, é INFINITAMENTE maior. E digo isso, porque quando estava separada do pai dos meus filhos, eles ficavam durante a semana com o pai e todos os fins de semana e feriados comigo. Se eu quisesse sair, ir a um show ou fazer qualquer coisa em que não pudesse levar as crianças, não podia fazer, porque o pai se recusava em ajudar, minha mãe não ficava em hipótese alguma e eu me sentia culpada o suficiente para não insistir e não brigar. Engraçado que, mesmo tomando uma decisão que era melhor para os meus filhos, fui extremamente julgada por todos. Porque os filhos tem que ficar com mãe, blá blá blá a coisa toda. Porque as crianças sentem falta. Mas péra lá: as crianças não sentem falta do pai? Acho isso bizarro, as pessoas acharem que pai não faz falta. Vivi por 20 anos com um pai ausente em todos os sentidos, e hoje sei a falta que sinto. E o G1 nunca foi lá em casa entrevistar a minha mãe porque ela criou eu e minha irmã literalmente sozinha, ainda tendo que conviver com o meu pai, que era uma pessoa extremamente difícil. Belo post, Isabela, belo post! Estou sem notebook e é difícil escrever pelo iPad. Mas eu gostei muito de tudo (do post e dos seus comentários). Aliás, lembra de mim? Rsrs

  58. Alex
    ago 08, 2013 @ 09:19 {Responder}

    Eu fico meio dividido ao ler a notícia. Por um lado, cuidar do filho não é mais do que obrigação, mãe presente ou não. Por outro, eu vi a notícia compartilhada por homem, numa toada de “olha que legal”.

    É uma via torta, mas pede ser que tratar o cara como um exemplo a ser seguido tenha efeitos positivos e mais gente se dê conta que cuidar de filho não é coisa de mulher.

    O fato da ausência de machismo de um camarada eventual ainda ser celebrada é péssimo, mas o exemplo não me parece de todo ruim. Algum tempo atrás, um camarada desses seria chamado de afeminado para coisa pior.

    Ou esse camarada simplesmente teria casado com outra qualquer, só para que ela lhe crie o filho – acontecia e acontece muito.

    • Isabela Kanupp
      ago 08, 2013 @ 10:30 {Responder}

      Alex, eu entendo o seu ponto. É bacana homens compartilhando, é bacana mesmo. Mas é uma pena né? Uma pena precisar disso para homens ver que a responsabilidade ta aí batendo na porta. É uma pena porque quantas famílias sofreram até hoje com esses pais não senso pais?Quantas crianças (na minha opinião, as maiores prejudicadas)?
      O maior dos problemas ao meu ver, foi o jornalista ter colocado isso como um ato heróico, como um favor a sociedade que esse rapaz está fazendo, entende? E não como uma coisa cotidiana – ou que pelo menos deveria ser – e que deveria ser seguido.

      Mas obrigada pelo seu comentário. Beijo

  59. Betzaida
    ago 08, 2013 @ 09:22 {Responder}

    Excelente, pensei exatamente nisso quando li a reportagem. Pensei que quero muito viver numa sociedade em que o homem assumir sua obrigação paterna não seja visto como ato de heroísmo, nem precise virar notícia de jornal. Muito bom mesmo, vou compartilhar!

  60. Matheus
    ago 08, 2013 @ 10:06 {Responder}

    Isabela,
    Eu compartilho de muitas, mas muitas idéias feministas. A sociedade é absurdamente machista e não vai ser fácil limpar essa cultura em poucas décadas, porque está em tudo, na linguagem, na cultura… porém eu acho que você está exagerando nesse aspecto de maternidade/paternidade. Mãe solteira não é considerada puta, nossa, jamais! Tanto não acho isso quanto completamente desconhecia tal fama, não sei se é regional, mas pelo menos em SP e em SC eu sei que isso não é verídico! Minha irmã é mãe solteira e ela sempre foi absurdamente elogiada por fazer tal escolha e por ser capaz de cuidar de um filho sozinha! O melhor de tudo isso é que o estado dá 4 meses de licença maternidade (funcionária pública ganha 6 meses). E isso independente se ela é solteira ou casada. Agora se um homem precisa cuidar de uma criança sozinha, ele está ferrado em diversas maneiras, precisa pagar ótimos advogados e lutar na justiça para conseguir míseros 2 meses de licença remunerada pelo estado, por isso quando isso acontece é motivo de notícia, porque não é todo mundo que ganha isso na justiça (sei de alguns que tentaram e não conseguiram, e tiveram que deixar a criança com os avós). Agora você imagina que frustrante? Digo isso só pra esclarecer que não é que eles estão nas notícias porque são considerados heróis, de onde você está tirando essa conclusão? Estão sendo noticiados pela conquista nessa dificuldade que encontraram.
    Olha, é difícil listar UMA única coisa em que as mulheres são beneficiadas nesse mundo e não os homens, e na minha opinião seu texto debate exatamente essa.

    • Isabela Kanupp
      ago 08, 2013 @ 10:24 {Responder}

      Matheus, tudo bem?
      Eu sou mãe solteira. Eu tenho diversas amigas mães solteiras, não somente de hoje, mas também desde quando eu não era uma mãe solteira. Também tenho amigos pai solteiros, e para quem é do meio ” blog materno” isso talvez fique mais nítido. Não é algo regional, acredito eu. Mas é algo bem disfarçado.
      Ninguém chega e chama uma mãe solteira de puta por ser mãe solteira – em alguns casos sim – mas deixa subentendido em pequenos aspectos, toda atitude de mãe solteira é observada e julgada. A mãe solteira é questionada o tempo inteiro dos porques de separar, dos porques de criar o filho sozinha. E sim, as pessoas se sentem na liberdade de lhe dizer que você precisa de um homem. Matheus, eu poderia fazer um documentário sobre isso. rs

      Acho muito engraçado alguém vir que tem muitas ideias feministas e no fim dizer que as mulheres tem muitas vantagens sobre os homens.
      Eu conheço – e olha que eu trabalho com pais e mães heim – pouquíssimos, pouquíssimos MESMO pai solteiro que cuide sozinho dos filhos. O da reportagem mesmo é um exemplo, ao contrário da chamada da matéria, quando você lê fica claro que ele tem ajuda e apoio da família. Enquanto mães solteiras – conheço muitas, e algumas comentaram aqui alias – cuidam dos filhos sozinhas ( em partes porque pai ta cagando baldes, familia paterna meio que liga o ‘foda-se’ e acha que a mãe mais tem que se foder, e a própria familia da mãe, muitas vezes julga que por essa escolha ela tem de arcar com as consequencias e se virar sozinha), estudam, trabalham. E a sociedade ainda julga. Ainda cobra mais. Ainda questiona.

      Matheus, não sei em qual realidade você vive. Talvez por não conhecer tanta mãe solteira e pai solteiro. Mas essa não é a mesma realidade na qual eu compartilho.

      Um beijo e obrigada pelo comentário.

  61. D Carreira
    ago 08, 2013 @ 10:32 {Responder}

    Pois é, esse papinho de feminismo e tolerância e tal apenas convive numa sociedade hipócrita… muita coisa mudou hoje em dia, os homens fazem muitos papéis que antes eram julgados como “coisa de mulher”… Não existe mais isso, talvez na cabeça das pessoas que criam um dilema ou uma “novela” como esse artigo aqui!
    BRASIL, tu é muito atrasado mesmo!!!! Mulherada, os homens estão realmente querendo mudar este cenário!! EU ESTOU querendo mudar isso, igualdade sempre foi a melhor medida!!
    um abraço a todas as mulheres mães solteiras e dêem mais oportunidades aos homens mostrarem e não apenas julgá-los.

  62. Íris de Miranda
    ago 08, 2013 @ 10:33 {Responder}

    “A sociedade condena mulheres que escolhem não ter filhos, mas aceita homens que têm filhos e escolhem não ser pais.”

    Isa, parabéns pelo texto. E pela paciência eloqüente nos comentários. Ainda espero pelo dia em que a sociedade passe a ter as mesmas expectativas em relação a homens e mulheres, até lá, mais feminismo, mais posts revoltados, mais críticas ao que é oferecido na mídia <3

  63. Flaviani
    ago 08, 2013 @ 10:41 {Responder}

    Meu irmão teve a primeira filha esses dias, e pude ver ele limpando o cocô da minha sobrinha com 5 dias de vida, com bastante cuidado e destreza. Ele se preparou para isso, fez cursos junto com a minha cunhada e ambos aprenderam a cuidar do bebê. Não é instinto nem nada, é aprendizado e senso de que tem que assumir sua parte na responsabilidade de ter um filho, não deixando apenas para a mãe.

  64. Matheus
    ago 08, 2013 @ 10:43 {Responder}

    Oi Isabela.
    Desculpe se fui um pouco seco ou grosso no meu comentário. Eu realmente tô tentando pensar igual você porque vejo muito sentido em quase tudo que você fala, mas acho saudável debater porque justamente quero ouvir o oposto, tô aqui escrevendo porque quero mesmo que você se oponha ao que eu falo pra que me faça pensar.
    Mas bom, vamos lá.
    Eu disse que mulheres tem muitas vantagens sobre os homens? nem pensar! jamais! É até ridículo de ignorante enxergar dessa maneira. Mas não sei, o que me “incomodou” mais foi mais o fato de você estar julgando a reportagem – e o pai solteiro – do que todo o resto. Você disse que nenhuma das mães solteiras seria destaque no G1. E o que eu penso sobre isso é que as vezes o olhar feminista acaba sendo exagerado por uma questão puramente de genero, olha só, se você pegar um homem e uma mulher da mesma classe social, mesma idade (jovem, 25 anos), etc, e colocar um filho de 2 meses nos braços de cada um deles, quem provavelmente se sairá melhor?
    Se você coloca uma bola de futebol no pé de cada um deles, quem provavelmente se sairá melhor?
    Eu acho que algumas coisas são questões de gênero, uma mulher tende a ser melhor nisso e um homem tende a ser melhor naquilo, somos seres diferentes em muitos aspectos, não tem como negar! É aquela velha história, mas comprovada, de que a mulher enxerga mais cores do que os homens, e nós homens enxergamos mais contraste do que as mulheres, por uma questão de evolução mesmo. Agora sermos diferentes em alguns aspectos NÃO justifica qualquer desigualdade em direitos e formas discriminatórias que a sociedade trata.

    • Isabela Kanupp
      ago 08, 2013 @ 10:57 {Responder}

      Matheus, então você diz que para a mulher é instintivo saber cuidar de um bebê de 2 meses e não para um homem? Instinto existem em ambos os sexos Matheus. Instinto materno é mito e se você quiser, te passo uns livros sobre o tema para você dar uma lida (vale a pena, é realmente muito interessante). O homem tem a mesma capacidade que a mulher de criar, educar, cuidar de um filho. Homem também tem instinto, e se a mulher sabe trocar uma fralda melhor do que um homem não é instinto, é pratica. Porque a mulher é condicionada a fazer isso desde sempre, desde sempre nós mulheres somos ensinadas a cuidar: seja de nós, de outras pessoas, da casa. Cuidar não é ensinado aos meninos quando pequenos, mas sim as meninas. E isso é machismo Matheus. Isso é a nossa sociedade machista. :)

  65. Silvinha
    ago 08, 2013 @ 11:13 {Responder}

    Muito bom! Cabe lembrar que a ausência de um pai ou de uma mãe não acontece só quando não estão presentes ou quando não dividem o mesmo lar.

  66. Mariana
    ago 08, 2013 @ 13:06 {Responder}

    Isabela, estamos contigo!
    Grande coisa esse rapaz fazer o que todas nós somos quase OBRIGADAS a fazer, caso contrário, discriminação pra cima da gente.
    A gravidez é nossa culpa, a criança é nossa obrigação e se não cuidar direito, “esse menino não tem mãe?”
    não tive o menor saco pra ler a metade das coisas que esse bando de mulher machista postou aí em cima.
    Mas seu texto me representa. Continuamos na luta!

  67. Anderson
    ago 08, 2013 @ 13:16 {Responder}

    A mais hipocrisia do machismo vem das próprias mulheres. Elas são mais machistas que os homens. Se fazem valer da pressuposição de serem o sexo frágil, quando na verdade, as mulheres são sim o sexo forte, pois possuem o dom de gerar filhos, alimenta-los entre tantas outras coisas que os homens, não podem ou não conseguem fazer.
    As mulheres são tão machistas, que são capazes de adicionar mais pesos em determinadas situações, só para justificar que um homem deva carregar aquilo ou isso.
    São tão machistas, que não muitas não aceitam que homens saibam trocar a fralda, fazer uma palhinha, etc e tal.
    Bem, espero que um dia tal hipocrisia deixe de existir.

  68. Gustavo
    ago 08, 2013 @ 16:25 {Responder}

    Machistas = idiotas

    Feministas = idiotas iguais

  69. Gilberto
    ago 08, 2013 @ 17:50 {Responder}

    Daqui uns dias a mães em nome do direito de liberdade vão querer sacrificá-los

  70. Lorena
    ago 08, 2013 @ 18:08 {Responder}

    Quanta gente usando a biologia como argumento sem sequer conhecer biologia… como bióloga, eu tenho duas vontades: chorar e amaldiçoar o professor de ciências dessa galera!
    Parabéns pelo post, Isabella!

  71. Gabriel Dread
    ago 08, 2013 @ 18:47 {Responder}

    Qual sua proposta? Não ficou claro no texto o que você sugere…

  72. Rômulo
    ago 08, 2013 @ 21:48 {Responder}

    Belo texto!
    Só para ilustrar, fui criado pelo MEU PAI, que me alimentou, me vestiu (trocou minhas fraldas), me banhou, me limpou, me educou, enfim… Me amou.
    Antes que julguem minha mãe, eu a amo muito e entendo que ela não tinha a menor condição psicológica e financeira de cuidar de mim e portanto, decidiu que eu ficaria melhor com papai. E, sem dúvida, foi. Papai sempre teve mais condições financeiras que mamãe e portanto tive mais oportunidades. Estudei em bons colégios, me formei numa federal e hoje trabalho. Não tive nenhum tipo de vazio emocional pela falta de uma mãe ao meu lado de forma contínua, porque papai foi meu pai e minha mãe e o instinto paterno dele, que foi construído ao longo do tempo, supriu minhas necessidades.
    Digo que papai é guerreiro? Sim, ele é. Mas o que ele fez não passou de obrigação por ter decidido ficar comigo.

    PS: Mamãe também ajudou na minha criação, mas, como eu disse, não de forma contínua e diária. Já que eu ia pra casa dela apenas nos finais de semana. E nem todos eu ia. Entretanto, eu a amo profundamente. Porque mesmo com um convívio mais distante, ela demonstrava e ainda demonstra seu amor.

  73. ana claudia
    ago 09, 2013 @ 00:56 {Responder}

    Vida que segue. Vejo a postagem como uma homenagem, poderia ser qualquer pai. Pai velho, pai novo, pai solteiro ou casado. Pai bi, hetero, homo, que importa? Simples assim.
    Mais um serzinho para viver nesse mundinho nosso e de forma tranquila. Menos um na lixeira,e consequentemente em abrigo.
    Família é pilar.
    Parabéns a família do rapaz por dar apoio.
    Parabéns ao rapaz, por assumir a responsabilidade.
    E meu respeito a moça que gerou, pois não abortou, e entregou a criança a quem é de direito para ser amado.
    Não importa o que pensem, foi feito da forma mais certa pro momento de cada um, e com dignidade.

  74. Marina
    ago 09, 2013 @ 01:32 {Responder}

    Adorei seu texto! Mas discordo num pequeno ponto… Me considero feminista, mas nesse mundo tão errado de hoje, ver alguém que cumpre com suas obrigações (independente de ser homem ou mulher), pra mim, é louvável. O errado é desmerecer outras pessoas que cumprem com as mesmíssimas obrigações. Mas também nao precisava fazer uma matéria enorme sobre isso, né. Um tapinha nas costas já dava (risos)

    • Isabela Kanupp
      ago 09, 2013 @ 09:06 {Responder}

      Marina, acho que a gente foi acometido por um conformismo, a gente se conforma de ver isso, até acha legal como ” incentivo para outros pais”, concordo com isso também. A gente se apega no ” melhor que nada”. Mas a crítica é mesmo em cima da atitude da mídia e de como nossa sociedade reage a essa matéria, e não precisamente no pai. :)

      Um beijo e obrigada pelo comentário

      • Cris
        ago 09, 2013 @ 13:19 {Responder}

        Mas Isa… Como pais modelo iguais a este mostrado na matéria do G1, está mais em extinção do que mico leão dourado nas florestas brasileiras, como é que a sociedade poderia tomar conhecimento da existência dessas joias raras para começar a se espelhar nele?
        Mãe modelo tem aos milhares por aí. Por isso hoje, a sociedade não precisa mais de matérias de jornais para se tomar conhecimento da existência delas e iniciar uma mudança de comportamento.
        Creio que todo mundo tem um parente ou amiga mãe solteira que é digna desse mesmo mérito naturalmente, sem ter que virar notícia de jornal.
        Na sua opinião, a matéria não foi uma prestação de serviço público, mostrando pra sociedade que existem sim pais solteiros que exercem a função de mãe tb com louvor?
        Analisando o texto, parágrafo por parágrafo da matéria, não encontrei uma palavra enaltecendo o cara. A matéria apenas relata como é o dia a dia desse pai solteiro desde o nascimento do filho.
        Por sinal, não encontrei em nenhum parágrafo da matéria esse termo “pai herói” ou outro termo semelhante a este que encontrei já escrito exaustivamente em vários posts de diversas feministas aqui no seu blog.
        Ao longo de todo o texto, se vc reparar bem, a matéria o chama sempre de “pai de primeira viagem”, o que ele realmente é, já que a matéria está se referindo ao primeiro filho dele.
        Quem está elevando o fato de ele criar o filho sozinho à enésima potência e enaltecendo o pai solteiro (ou como a matéria se refere à ele)o “pai de primeira viagem”, são justamente as mães solteiras, por se referirem à ele, mesmo criticando ao dizer que ele não faz nada além da obrigação dele, como “pai herói”, não?

        • Cris
          ago 09, 2013 @ 13:31 {Responder}

          Isa. Vc disse: “…Mas a crítica é mesmo em cima da atitude da mídia e de como nossa sociedade reage a essa matéria, e não precisamente no pai”.

          E eu lhe pergunto:

          Qual atitude especificamente vc está se referindo da mídia? A atitude de expor ao mundo a existência de pais solteiros?
          Como vc acredita que a sociedade deveria reagir à existência de pais solteiros? Com elogios e sem preconceito, com críticas e com preconceito ou com indiferença, não dando a menor importância para o fato de existirem pouquíssimos pais solteiros, com o mesmo grau de qualidade na criação de seus filhos como os de mães solteiras?

  75. Anônimo
    ago 09, 2013 @ 08:32 {Responder}

    A mulher acorda com TPM, vê uma matéria do G1, se indigna e solta uma porção de preconceitos com erros de português para justificar a existência de outros preconceitos. Desculpe, parece ser uma mulher inteligente, mas o foco é anacrônico, fora de propósito e não estimula em nada alguma evolução sincera. Pelo contrário, incita o desolamento de qualquer um com uma compreensão maior da realidade. Procurem outras fontes femininas para basearem seus arsenais intelectuais.

    • Isabela Kanupp
      ago 09, 2013 @ 09:04 {Responder}

      Querido anonimo, então mulher que argumenta é porque está com TPM? Hmmm, muito bacana sua reflexão, é uma pena que seja absurdamente machista, e que com certeza sua reação não seria essa se esse texto viesse de um homem. No mais, pontue meus erros de português para corrigi-los.

      Obrigada.

      • Cris
        ago 09, 2013 @ 12:45 {Responder}

        hehehe… Tenho que confessar que concordo com o post do anônimo, mas essa sua forma de responder aos posts que contrariam a sua opinião, é de uma delicadeza, educação e primor sem igual Isa. Mesmo AINDA (mas esperando pacientemente que alguém me convença do contrário), não concorde com o seu ponto de vista, estou virando sua fan. 😉
        Vc trata os seus leitores, que são contrários ao seu modo de ver o tema, com muito respeito e educação nas tuas respostas. Meus parabéns 😉
        Quanto aos erros de português, abra um outro tópico para se discutir o tema matérias escolares e como anda o sistema de educação nas escolas públicas e privadas no Brasil, caso houver um número considerado de leitores interessados em debater sobre este assunto.
        Ao meu ver, o tema que está sendo discutido aqui é a matéria que saiu no G1 sobre o pai herói, e não erros de português, não é?

  76. Yago
    ago 09, 2013 @ 12:55 {Responder}

    Acho que ficou de difícil interpretação pra autora do Blog que a reportagem do G1 foi feita para homenagear os pais, afinal, no próximo domingo é dia dos pais e não vejo o G1 postando nada sobre pais solteiros o tempo todo.
    Tem um certo femismo camuflado por trás do seu feminismo.

    • Cris
      ago 09, 2013 @ 13:54 {Responder}

      Yago. Concordo com vc. Acho que rolou uma falha de interpretação de texto mesmo, mas não só pela a autora e moderadora do blog, mas tb por todas as outras leitoras que se posicionam contrárias à matéria. A mídia tem sim que mostrar, e muito esse tipo de coisa. Hoje nós só vemos tragédias no jornal.
      Se quisermos mudanças de comportamento nos homens, temos que mostrar os bons exemplos de homens que são iguais à eles, para que eles passem a se identificar e se espelhar no exemplo desses bons pais solteiros. E vc tocou em mais um motivo da existência da matéria que eu não havia pensado antes. A proximidade da comemoração do dia dos pais. Com toda a certeza esse foi o motivo principal da criação da pauta no G1. Quando o dia das mães se aproxima, nós somos bombardeados de matérias de mães exemplo. No dia das crianças é a mesma coisa, e assim vai para todas as datas comemorativas do ano.
      Mas no caso da pauta pai solteiro, acho que deveriam escrever matérias sobre este assunto todos os dias. Essas matérias serviriam para enfiar através de osmose mesmo se for preciso, na cabeça de pais machistas e irresponsáveis, que existe um serzinho no mundo que é sangue do sangue dele implorando para estar ao seu lado. Os filhos cresceriam mais felizes e as mães agradeceriam por poderem ter um pouco de tempo, dinheiro, lazer e um pouco mais de liberdade para elas poderem se dedicar um pouquinho à elas mesmas.

  77. José Henrique
    ago 11, 2013 @ 16:52 {Responder}

    Acho que esse fato em específico teve algum destaque no G1 devido que na maioria das vezes, quem cuida sozinha do filho é a mãe, não o pai.
    Acho que, ao mostrar uma reportagem dela, o G1 está tentando até diminuir o machismo.
    Não faria sentido o G1 fazer uma matéria para cada mãe solteira devido a quantidade de matérias que deveriam ser feitas! Acredito que, com o passar dos anos, onde será cada vez mais comum o pai manter a guarda de um filho sem ter uma mãe por perto, faça com que também não seja destaque algum manter um filho sozinho.
    O maior problema de qualquer filosofia como a feminista é que pensam que de uma hora para outra o machismo cairá por terra e tudo será igualitário. Estamos caminhando para uma sociedade mais comum, só que, além de manter os pensamentos igualitários, se faz necessário aguardar com que essa nova filosofia entre em voga.

  78. Serio mesmo?
    ago 11, 2013 @ 17:44 {Responder}

    Nunca vi tanta merda escrita junta. Até aí, homem que fica em casa e cuida dos filhos é vagabundo e nunca vi ninguém reclamando. Feminista merece é tomar no cú, porque discriminação e preconceito sempre vai ter, independente do que aconteça pois é hábito do ser humano. Agora isso tudo que você falou é pura burrice e falta do que fazer.

  79. paula
    ago 11, 2013 @ 18:35 {Responder}

    Ah, uma discussão deveras abjeta! Não quer ser pai solteiro ou mãe solteira? Não faça filhos!

  80. Anônimo
    ago 11, 2013 @ 20:49 {Responder}

    Sou feminista, mas não acredito que misoginia deva ser combatida com misandria.
    O machismo não é bom nem para mulheres nem para homens.

    • Isabela Kanupp
      ago 11, 2013 @ 21:15 {Responder}

      Anonimo, concordo com você. Porém o que critico não é a atitude do pai – o que apesar de ser o que esperamos que um dia seja considerado normal, não é ainda – mas sim a atitude da mídia, que sabemos que é por vezes machista. :)

  81. Jones
    ago 12, 2013 @ 01:08 {Responder}

    Não concordo com a sua opinião.

    É fácil se vangloriar de ser mãe, trabalhar, cuidar da família, cuidar da filha e de sua própria vida quando não se É UM PAI QUE TAMBÉM TRABALHA, cuida da família e da própria vida, mas não pode cuidar do(s) filho(s) por causa da porcaria da legislação brasileira, que dá TOTAL DIREITO à mãe sobre a criança.

    Ser mãe é obrigação. Gestação, parto e amamentação.
    Isso não é invenção do homem, isso é BIOLOGIA.

    Depois disto qualquer pessoa que possua valores, tenha amor no coração e carinho por uma criança, poderá criá-la.

    Ser pai é uma OPÇÃO! E é por isso que os pais dedicados ganham destaque na mídia.

    TODO MUNDO conhece história de “pais” cafajestes, de homem que dá no pé, abandona, não assume, manda “tirar” e etc. etc. etc. E sabe por quê?
    Por que é uma opção. Goste ou não goste, é a realidade da vida.

    Assim como após a fase da amamentação, é uma OPÇÃO DA MÃE, continuar sendo mãe.

    Então, da próxima vez que desejar destilar seu veneno contra os homens, leve isto em consideração.
    Não é uma invenção humana. É uma criação da NATUREZA.

    .
    ..

    Nota: Sou pai, não sou machista, não pude criar meu filho por que a mãe não permitiu. Sempre fui dedicado, troquei sua primeira fralda e perdi muitas noites de sono ninando e cuidando. Também sempre respondi a qualquer reclamação indevida com “tá achando difícil? passa a guarda dele para mim. terei o maior orgulho em criá-lo.”
    Hoje em dia estou bem casado, essa fase passou e embora continue longe do meu filho, contra a minha vontade, ainda tenho forças para tocar adiante e desenvolver uma nova criança, que está para nascer. Desta vez, tomando muito cuidado para não falhar como marido sob o risco de ser expulso da condição de pai.

    POR QUE PARA O HOMEM, na legislação brasileira, isso não é uma opção. É uma obrigação. Ser obrigado a privar-se do convívio com a criança a bel prazer da mãe, que pode limitar o convívio à visitas de fim de semana ou mudar-se do Chuí para o Oiapoque. Goste o pai ou não….

  82. bella
    ago 12, 2013 @ 01:35 {Responder}

    Lendo muitos dos comentários que criticam o post descobri que não sou mulher uma vez que não quero ter filhos,sou desatenta e desajeitada, não sou boa com tarefas que exigem muita paciência e delicadeza entre outras coisas que enumeraram como “instintos femininos”. Obrigada por abrirem meus olhos, vou jájá procurar minha cirurgia de mudança de sexo pq devo ser um transexual mesmo sempre tendo me sentido Mulher.
    Ironias a parte, é muito triste ver a culpabilização da mulher que exerce sua sexualidade. Principalmente qdo isso vem de outras mulheres.

  83. ago 12, 2013 @ 09:24 {Responder}

    Putz, sou mãe solteira e me identifico completamente com teu post. É isso mesmo! Que bom que o pai assumiu suas obrigações, o que é triste é a forma como isso é retratado. NOSSA QUE HERÓI. Por favor né.

  84. Alice
    ago 12, 2013 @ 10:15 {Responder}

    Bem interessante ver tantos pontos de vista diferentes. Não tenho filhos e talvez por isso seja um pouco difícil a mim entender algumas coisas, mas acho triste ver tantas pessoas falando em crianças como OBRIGAÇÕES. Entendo que muitas possam ter sido geradas de relações sem amor, sem compromisso, sem companheirismo e tantos outros valores essenciais para a formação de uma família. Entendo também que métodos anticoncepcionais falham e mudam o rumo da vida de muita gente de uma forma indesejada, mas penso que, de qualquer forma, seja você homem ou mulher, um filho é metade você. Quando você gera uma criança, ela será 50% pai e 50% mãe, biologicamente. Quando uma pessoa abre mão da criação de um filho, para mim está abrindo mão de si própria, seja esta pessoa homem ou mulher. Hoje somos uma sociedade complexa e civilizada demais para falarmos em “instintos maternos”, como se por ser “fêmea” a mãe tivesse obrigação criar uma criança sozinha. Não é possível nos acharmos tão evoluídos em tudo e quando vem a uma das coisas mais importantes, a formação das famílias, nos reduzimos a animais que copulam com suas fêmeas e as abandonam para parir, amamentar e criar seus filhos sozinhas. E ainda que muitos animais que vivem em bandos não tem esse hábito. Em muitas espécies o macho está presente, protegendo, caçando… Para mim o problema nisto tudo não é o machismo (ainda que ele exista e seja sim muito forte em nossa sociedade) é a falta de compromisso, de respeito, de amor. Se uma mulher engravida O CASAL é responsável, se não se gostam devem AMBOS criar a criança, mesmo que separados.

  85. ago 16, 2013 @ 19:30 {Responder}

    Ser mãe é uma missão sagrada para a mulher, assim com ser pai também é divino para o homem, principalmente para os solteiros que têm que dividir a vida entre o trabalho, os estudos e os filhos.
    Não vejo esse machismo no fato de ser destaque na mídia que um homem solteiro e universitário cuide sozinho do seu filho. É apenas um caso inusitado, por isso é que ganhou destaque, pois as mães solteiras que cuidam de seus filhos são heroínas do dia a dia e não há porque a minha linda amiga questionar essa notícia em destaque.
    Achei linda a matéria e penso que esse destaque ajuda a quebrar paradigmas e incentiva os homens solteiros a assumirem suas responsabilidades diante da paternidade e aprenderem a olhar os filhos advindos nessas condições, como seres indefesos que necessitam de seus cuidados e carinho.
    Machismo é uma forma preconceituosa e uma desculpa para todas as situações em que algumas mulheres se sentem inferiorizadas, mesmo quando isso não é verdade.
    No caso em questão, dizer que a sociedade é machista, só porque destacou o caso desse pai solteiro, a meu ver, trata-se de falta de bom senso de quem não aceita a realidade e encara como competição, uma atitude de amor, dignidade, responsabilidade e respeito pela vida.
    Vamos repensar esses modismos (machismo, feminismo, gaysismo etc) e parar com essas picuinhas que não levam a nada e cuidar bem da nossa família que é melhor.
    A mulher nasceu para ser mulher, feminina, mãe, avó, heroína, guerreira etc … e o homem nasceu para ser homem, digno, pai, avô, macho, amigo, provedor, companheiro …
    Cada um na sua missão … nada mais que isso !!!

    @drluizaugusto_

  86. Maria Chaves
    ago 18, 2013 @ 08:20 {Responder}

    Li muito chorume em alguns comentários. E sim, criar um filho é um escolha que deve ser RESPEITADA. Ninguém deve ser obrigada a cuidar de algo que rejeita se existe outras formas de uma criança ter o amor que merece, vindo de pessoas que a amem de verdade! Até pelo nosso país proibir o aborto, que antes de tudo é um questão de saúde… E eu digo isso por um motivo bem simples, sou filha adotada. Minha mãe biológica ESCOLHEU que não poderia cuidar de mim e me deu pra adoção. Ela engravidou, não podia cuidar, não queria ou teve medo de abortar e optou por um meio onde eu pudesse ser feliz, longe dela. O que foi ótimo para nós duas pois eu pude ter uma familia que me quis por amor, onde eu pude ter um vida digna, melhor do que ser criada por alguém que não me queria de verdade! Minha mãe adotiva, em uma época onde as pessoas tinham a terrível mania de esconder que os filhos eram adotados, decidiu nunca esconder a minha origem, fato que hoje os psicológos indicam como o mais adequado nesses casos. O que eu posso deixar aqui é simples: me reconheço feminista, e acredito que devemos ter o direito de fazer nossas escolhas sem pressão social, por questões biológicas ou por qualquer outra merda que nos restrinja. E que cada um viva sua vida em paz sem prejulgar um outro, que sequer conhece.

  87. ago 19, 2013 @ 01:15 {Responder}

    Quando eu era adolescente, tava na casa da minha avó pra um almoço em família. Resolvi ir até a cozinha e ajudar a lavar a louça. Minhas tias-avós viram e ficaram me elogiando, me dando os parabéns, como se eu tivesse fazendo um ato de extrema generosidade e amor ao próximo, sendo que não era a primeira nem a última vez que eu lavava louça, sempre faço isso em casa, foi assim que minha mãe me educou. Se fosse a minha irmã (que aliás nunca faz nada, já que é folgada) aposto como não teriam dito nada, nem prestariam atenção nela. Na época eu achei legal ser elogiado, mas hoje entendo o machismo por trás desse discurso de “homem herói”.

  88. Fabrício Brantes
    ago 23, 2013 @ 06:35 {Responder}

    Essas ideias de que só a mulher tem a obrigação de cuidar da criança, que existe uma ligação mágica e sobrenatural com a criança… eu acredito simplesmente no amor. Uma criança tem que ser cuidada por alguém, e esse alguém não precisa ser nem a mãe… pode ser avó, avô, tia, ou qualquer um que adote. A única coisa que precisa é o Estado dar condições da criança ser cuidada por alguém. Triste é que nos orfanatos sobram crianças que ninguém quer, ou porque são negras, ou porque já são “muito velhas”. E aí tem gente que não quer a adoção por casais homossexuais, por exemplo. Por que não? E não me venham com justificativas religiosas pra impedir adoção por causa de orientação sexual, que isso não incapacita ninguém de cuidar de uma criança! Além disso, já ouvi muito falar como pode ser triste para uma criança viver num orfanato, com o estigma de ser rejeitada…

  89. set 17, 2013 @ 14:05 {Responder}

    […] livres por um mundo mais livre. O machismo também te atinge. Maternidade obrigatória, paternidade facultativa. De coadjuvante a apoiador – o papel do pai na amamentação. Sobre minha relação com o […]

  90. Gabriela
    set 23, 2013 @ 01:30 {Responder}

    Bom texto, mas eu te pergunto: quem coloca na cabeça dos homens essas “regras machistas”? não são as próprias mães? Não precisamos de feminismo, precisamos deu uma educação menos machista. Se querem que seus netos tenham bons pais, ensinem seus filhos a serem bons homens.

    • Isabela Kanupp
      set 23, 2013 @ 10:43 {Responder}

      Gabriela, isso é um equívoco. É colocar na mulher a responsabilidade do machismo, não faz sentido. Se você não quer uma educação machista, então você quer uma educação feminista.
      Sim, precisamos de feminismo. Mas acredito que você tem uma visão equivocada do que é feminismo.

  91. Aline
    mai 08, 2016 @ 12:01 {Responder}

    “Ai olha como nós homens ajudamos,ai que texto injusto” macho chorando que ajuda,que não é bem assim… só acho que estamos falando de mãe,mulher e aqui pelo menos nesse papo,quem não tem útero poderia calar boquinha e segurar os dedinhos na hora de comentar…
    Querer dialogar invadindo um espaço onde as mães querem falar,mas vc´s silenciam com uns comentários bem sem noção,não dá…

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