21 mai 2017

A luta contra o consumismo na infância e o capitalismo.

Post por Isabela Kanupp às 10:20 em Feminismo, Maternidade

consumismo na infancia

 

Desde que a minha filha nasceu o debate sobre consumismo na infância foi muito presente nas nossas vidas, seja pela questão ideológica que eu escolhi, ou até mesmo antes disso, que já era muito presente esse debate na blogosfera materna.

Minha posição em relação a isso é muito clara, e desde sempre escrevi sobre a questão do consumismo na infância e como isso é nocivo e pode distorcer a visão de todos nós dentro dessa sociedade capitalista no qual vivemos.
Porém, de um tempo para cá, eu vejo cada vez mais uma enorme confusão entre combater o consumismo e combater o consumo. Muitas pessoas por não ter informação de fato sobre a diferença entre consumo e consumismo acabam se afastando da ideia de luta contra o consumismo por acreditar que não se pode comprar nada, ter nada e que se comprar algo para o filho o estará estragando para todo o sempre.

É preciso também falar sobre a diferença entre a teoria e a prática e como, às vezes, a prática se torna muito difícil dentro de uma sociedade capitalista.
De maneira geral, o combate ao consumismo na infância é jogado como responsabilidade dos pais, e muitas vezes nos cobramos para além do necessário – e temos a tendência de acreditar que temos que banir o consumo – e nos culpabilizamos, por nossos filhos, principalmente quando maiores, mostrar uma tendência consumista. Ignoramos – e somos levados a ignorar – o fato de que crianças são influenciáveis e recebem influências de diversos locais, amigos, família, escola.

Atualmente o que vejo dentro da blogosfera materna anticapitalista como um todo, é um combate ao consumo e ao consumismo, porém de uma forma totalmente elitizada e sem nenhum tipo de recorte de classe.
Precisamos entender – e aprender a dialogar – que para as classes mais baixas, o consumo tem outro valor e que apenas esse discurso que não contempla essa realidade e não dialoga com ela, não basta por não ser eficaz.

Quando comecei a ter contato com essa militância anticonsumismo, muito se via sobre o combate dentro das escolas ao consumismo desenfreado de marcas que além de tudo, não fazia bem a saúde. Lembro nitidamente do caso da Kibom e seu freezer de sorvete nas escolas, algo que hoje, ao meu ver, continua sendo tão absurdo quanto antes, porém hoje também consigo ver o porque naquela época aquilo não me atingia: minha filha sempre estudou em escola púbica, na periferia, onde algo assim é tão surreal que  nem sabíamos que era possível existir  – um freezer de sorvete dentro de uma escola -, aqui na nossa realidade o consumismo nos atinge de outra maneira e não como um freezer bonito da marca famosa de sorvete.

consumismo na infancia

É preciso enxergar o que é consumismo para enxergar como ele nos atinge dentro da nossa realidade e não foi através de um freezer de sorvete em escolas que eu comecei a ver como o consumismo estava presente na minha vida.
Comecei a enxergar isso no meu primeiro emprego após o nascimento da Beatriz, onde eu ficava em média 12 horas entre trabalho e transporte longe de casa e associava consumir com preencher minha ausência. Sempre comprando coisas desnecessárias para a Beatriz, na esperança de que amenizasse a minha ausência naqueles momentos do dia.
Comecei a enxergar como o consumismo me atingia na gravidez da Beatriz, onde achava que iria morrer se não tivesse um kit berço, que na época custava menos de R$150 e nem em sonho eu tinha condições de comprar. Antes mesmo de ser mãe já me sentia uma péssima mãe por não poder comprar algo que, hoje sei, é totalmente dispensável.

 

O fato é que o consumismo atinge as pessoas dentro do seu contexto de diferentes maneiras, e justamente por isso, combatê-lo também depende desse contexto e por isso é preciso fazer recorte de classe.
Para a mulher mãe pobre, o peso de comprar algo para o filho após 12 horas distante de casa é totalmente diferente de comprar a mesma coisa para uma mulher em outro contexto.
O que vejo dentro dessa luta contra o consumismo, composta em sua maioria por mulheres brancas de classe média e alta, é o combate ao consumo do pobre. É lutar contra o consumismo fiscalizando o consumo do pobre.
A mim, esse consumismo de sorvete Kibon nas escolas nunca atingiu. Eu, mulher pobre, mãe solo, não sei o que é isso. Se o que é o consumismo simples, a propaganda no meio do jornal na televisão, a criança fazendo birra no meio do centro comercial da cidade porque viu um produto made in china.
Esse consumismo gourmetizado, que mães classe média sempre reclamam, também é reflexo do que essa mesma classe média alta sustenta.

É muito mais fácil ser conta o consumismo se você sempre deteve o poder de consumir.
Se para você a linha entre consumo e consumismo sempre esteve clara, porque era só uma questão de controle e não de compensação, já que esse poder sempre esteve em suas mãos.

Existe uma grande diferença entre a vlogger mirim que tem coleção de Baby Alive e a criança pobre que a mãe parcela em 12x algumas bonecas para ela. É consumismo em ambas as famílias, mas o peso é outro e a forma de combatê-lo também.

Quando falamos de consumismo na infância, não é sobre crianças, já que elas não detêm poder aquisitivo. Então o combate não é as crianças, a conscientização não é somente sobre as crianças, mas sobre os seus pais, com o foco do combate na estrutura que sustenta a isso. E existe uma enorme diferença entre os pais que ganham dois salários mínimos e estão trazendo o consumismo para dentro de suas casas e os pais que ganham dez salários mínimos. Então a forma de conscientização e/ou combate, também tem que levar em conta esses fatores do contexto de cada família.

consumismo na infancia

Não podemos exigir uma infância livre de consumismo enquanto somos adultos consumistas. Enquanto vemos necessidade de trocar de celular a cada lançamento, mesmo distante da nossa realidade financeira. Assim como não se pode cobrar uma responsabilidade apenas da família e culpabilizar os pais, enquanto a propaganda voltada para o público infantil ainda é vista com bons olhos.
Enquanto ainda que seja apenas uma parte dessa grande engrenagem, quem clama contra o consumismo infantil, é uma parte da população que sempre teve o direito de consumir e mesmo sendo uma pequena parte de toda estrutura, é também quem ajuda a mantê-la.
Se estamos militando sem fazer um recorte de classe, nossa militância não tem eficácia. Não há mudança se essa mudança não for para todos.


Enquanto estamos debatendo sobre o freezer da kibon nas escolas infantis que custam o dobro do salário do mês de uma mãe solteira, enquanto estamos debatendo como o consumismo é desenfreado visto que a nova tendência é ir para outro país fazer o enxoval apenas por questão de status, mulheres pobres comprometem boa parte do seu salário comprando coisas bacanas para os seus filhos, porque os filhos da patroa tem, porque fica muitas horas distante de casa e precisa compensar essa ausência de alguma forma.
Esse combate ao consumismo que a classe média que sempre foi abastada se indigna não me contempla. Esse combate ao consumismo, que tem origem no capitalismo, vindo de pessoas que se beneficiam e sustenta o sistema capitalista não me contempla. Eu não quero fazer parte do mesmo grupo que prefere pagar três salários mínimos em uma escola, para seu filho ter uma educação diferenciada dos demais, ao invés de lutar por educação digna e de qualidade para todos.
Essa luta anticonsumismo elitista, além de ser incoerente, não abraça as dores da maioria das famílias.

Que mais famílias tenham acesso à informação de qualidade, que mais mulheres possam se sentir acolhidas nas suas dores, que a luta anticapitalista – e também anticonsumismo – dialogue com quem nunca teve acesso ao consumo, que seja com empatia. Que a busca pela liberdade distante do consumismo seja algo para além das escolas caras dos filhos de quem sempre pode consumir, que seja algo que contemple a realidade distante deles.

Não podemos lutar de forma eficaz contra o consumismo na infância se não lutarmos contra o capitalismo como um todo.

 

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26 fev 2017

Gravidez não é doença, mas é debilitante!

Post por Isabela Kanupp às 13:26 em Feminismo, Maternidade

Muitos já conhecem história de como eu descobri a minha gravidez, basicamente, descobri com 24 semanas. Uma gravidez que aconteceu por falha no anticoncepcional e que foi “assintomática”. A realidade é que os poucos sintomas que eu senti no início da gravidez, eu associei com outros fatos, até mesmo porque era i m p o s s i v e l eu estar grávida, afinal, tomava anticoncepcional.
Mesmo tendo associado com outras coisas (“minha gastrite atacou”, “devo ter comido algo que fez mal”), não tive enormes desconfortos e talvez justamente por isso demorei para descobrir que estava grávida.
Mais para o final da gestação sentia pequenos incômodos, principalmente na questão de me locomover: eu fiquei enorme e minha noção espacial sumiu totalmente.
Porém, nada disso se compara com o que já me relataram e algumas gravidezes que acompanhei de perto. Acredito que a minha gestação está inclusa no que chamamos de uma gravidez tranquila.

gravidez

Dizem por aí que a gravidez é um momento maravilhoso! Que estamos gerando uma vida e que temos que ser muito grata por tudo isso. A verdade é que isso não passa do que chamamos de romantização da maternidade.
Claro que você pode achar esse momento lindo e maravilhoso, mas isso não muda o fato de que seu corpo está mudando, que você está tendo uma chuva de hormônios, que provavelmente você irá aumentar o seu peso e tamanho e que tudo isso gera desconforto físico, mal estar, desanimo. E o principal: você não precisa aguentar tudo isso com um sorriso no rosto.

Gravidez não é doença, não mesmo. Mas uma gestação pode nos acarretar diversas limitações, um cuidado redobrado com a nossa saúde e muita indisposição. Não é doença, mas muitas vezes pode nos deixar debilitada. E mesmo que a sua vizinha esteja fazendo faxina com 40 semanas de gestação, VOCÊ NÃO É A SUA VIZINHA.

São pessoas diferentes, organismos diferentes, contextos diferentes. Assim como quando toda uma família fica gripada, nem todos tem os mesmos desconfortos, na mesma intensidade.

Existe uma cobrança gigantesca para que estejamos super dispostas na gravidez e amando tudo. O que ninguém nos conta é que são pouquíssimas as mulheres que se sentem verdadeiramente dispostas durante esse período e que é impossível amar tudo, principalmente quando se trata de uma mudança tão grande como uma gravidez.
Ficamos emocionalmente abaladas e vulneráveis, não somente pelo nível de hormônios que mudam, mas porque cada uma de nós passamos pela gravidez em uma situação particular de nossas vidas, cada uma com seu contexto, com seus medos, suas dores, seus traumas. Estamos ali, na espera, sabendo que tudo irá mudar completamente e quase nunca estamos preparadas para isso, justamente porque existe uma romantização e tudo é muito nebuloso.

Uma grande parte das mulheres passa pelo período da gravidez sozinhas, mesmo que essas mulheres sejam casadas ou estejam com o pai do bebê, a gravidez é um momento muito solitário. Vivemos em uma sociedade machista e isso reflete em tudo o que nós fazemos e vivemos, na gravidez não é diferente.
Justamente por ser um processo que ocorre no corpo da mulher, muitos homens acreditam que não tem que participar, não tem que fazer a parte deles ou acreditam que a parte deles restringe à questão financeira, quando na verdade vai muito além disso.
Também tem o fato de que muitos amigos se afastam quando engravidamos, consciente ou inconscientemente por não saberem lidar com a situação, por ser algo novo para eles também, o que faz com que a solidão aumente.
Tudo isso somado ao fato de estarmos vulneráveis emocionalmente, faz com que toda a situação não seja a coisa mais agradável do mundo.

A sociedade nos cobra, a família nos cobra, os amigos nos cobram. Existe a romantização da maternidade, o mito de que a gravidez é algo mágico e maravilhoso. E além de termos que passar por tudo isso sozinha, ainda somos julgadas se falarmos como realmente nos sentimos na gravidez, então muitas mulheres guardam todo esse desconforto para si e tenta se convencer de que tudo está maravilhoso, ou pior, que o problema é com ela.

gravidez

Eu comecei a me sentir deslocada na gravidez – e isso se estendeu por boa parte dos primeiros anos de vida da minha filha -, justamente por não ter com quem dividir tudo o que eu sentia. Mesmo já existindo grupos de maternidade na época, ainda era focado muito na questão de mudanças e desenvolvimento do bebê e pouco sobre as mudanças que nós mulheres passamos e sentimos. Não que tenha mudado muito hoje, porém vejo que felizmente hoje conseguimos um pouco mais de espaço para falar sobre a gravidez de forma sincera, mesmo que isso ainda esteja restrito a grupos ou meia dúzia de amigas que não irão nos julgar.

Lembro que na gravidez eu sentia vontade absurda de ter uma conversa franca sobre tudo o que eu estava passando, mas não era possível. Eu não conseguia ter momentos que, até então, eu considerava momentos que toda grávida passa, como conversar com a barriga.
Parece bobo, mas eu era cobrada e me sentia péssima. E isso tudo me amedrontava mais ainda: será que não amo minha filha? Será que ela se sentirá rejeitada? Será que eu tenho algum tipo de problema?
Tudo isso gerou uma pressão totalmente desnecessária para o momento, uma cobrança para além de todas as outras que já temos.

Assim como eu não conseguia conversar com a minha barriga – e achava isso absurdamente esquisito -, eu também não conseguia me achar a pessoa mais bonita do universo. Estava bem longe disso na verdade.
Mesmo com toda a ajuda hormonal desse momento (cabelo ficou maravilhoso e coisas do gênero) eu me sentia um lixo. Tenho pouquíssimas fotos gravida – foto da barriga semana a semana então, jamais -, justamente porque eu não aceitava tudo aquilo, me sentia péssima e hoje só me arrependo por não ter recordações em foto desses momentos.

Hoje por mais que eu entenda que a minha gravidez foi “tranquila” em relação a mobilidade – eu saia, fazia minhas coisas, me sentia disposta quase sempre -, eu vejo que os fatores psicológicos foram avassaladores e muito mais profundos. Assim como entendo que muitas mulheres não pretendem mais ser mães justamente porque a gravidez é um momento muito complicado.

Precisamos com urgência parar de tratar gravidez como um momento mágico e santificar mulheres gravidas. Como se a partir daquele momento todos nossos problemas tivessem desaparecido, como se tudo fosse maravilhoso e tivéssemos que sorrir sempre.  Mesmo grávidas ainda somos humanas, ainda somos mulheres, ainda sentimos, ainda ficamos tristes, ainda temos nossos problemas para além da gestação, ainda somos seres humanos com quereres.

Da mesma maneira que a sua gravidez possa ser maravilhosa e tranquila, da sua vizinha com o mesmo tempo de gestação pode não ser. Seja compreensiva, seja empática, não gere cobranças para além do que já somos cobradas, nem para você e nem para ela. Compartilhem experiências, ouça o que ela tem para dizer, tente buscar soluções para os desconfortos seus e dela. Se unam. Nós mulheres já somos julgadas e cobradas a todo momento e por todos, não precisamos engrossar esse coro.

Entenda que todas nós somos diferentes, somos indivíduos únicos e que por mais que estejamos passando pelo mesmo momento que outra mulher, esse momento pode se manifestar de maneiras diferente para as duas. E acredite, você não é anormal por não fazer o que “toda-grávida-faz”. Você não ama menos o seu bebê, você não será “menos mãe” do que quem conversa com a barriga. Sua bagagem, sua vida, seu histórico de vivências é algo único e não tem como comparar com a experiência de outras mulheres.
Acolha, mas não se esqueça que você precisa SE acolher também.

Tente não se cobrar tanto. Muitas de nós acreditamos que não vamos conseguir ter vínculo com o bebê se não conversarmos com a barriga e nos forçamos a uma situação desconfortável. Porém, vínculo é algo que se constrói de diversas maneiras!
Tente não dar ouvidos a quem tenta te comparar, você é única e só você sabe como está sendo essa experiência de gravidez para você. Sei que é difícil, mas tente se cercar de coisas boas, momentos que te façam feliz, tente relaxar dentro do possível e fazer o que você goste e te traga felicidade. Você estando feliz e tranquila, ajuda demais em todo processo. Principalmente em aliviar o peso de um momento que nos deixa tão vulneráveis.

E acredite: tudo passa! Sei que parece que o primeiro trimestre não passará nunca, mas passa. Sei que parece que a gravidez será eterna, mas não será. TUDO PASSA! O segredo é tentarmos transformar essa caminhada em algo mais confortável possível para nós.

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14 fev 2017

Maiara de Marco Fotografia – {Projeto Mães e Mulheres Empreendedoras}

Post por Isabela Kanupp às 11:44 em Mães Empreendedoras, Sem categora

 

 

O nascimento de um filho nos traz enormes transformações internas e externas. Sabemos que toda a rotina muda, mas os sonhos e objetivos também. A maternidade nos traz outras perspectivas das situações e todo esse momento de evolução interna faz com que a gente comece a tirar aqueles projetos das gavetas.

 

Maiara de Marco

Essa também foi a trajetória da Maiara, graduada em Engenharia Biotecnológica, mudou de cidade após se formar e resolveu dar um novo rumo para sua vida profissional.
Mãe da Amelie de 1 ano e 9 meses, transformou a fotografia que era apenas um interesse em sua profissão, encantada com a possibilidade de eternizar momentos únicos.

 

“O intuito é que, com o meu trabalho, eu consiga eternizar momentos únicos e especiais da sua vida também. Meu objetivo é capturar a espontaneidade, a alegria, a intensidade e a beleza presentes em cada momento, pois, para mim, uma bela fotografia é aquela que transmite sentimentos.”

Maiara de Marco

 

E sabemos o poder da fotografia para eternizar, não é mesmo?
A Maiara é um amor e transmite muito isso no seu trabalho. Trabalho esse muito variado, desde fotografia de família, gestante, acompanhamento mês a mês, como também para eventos especiais. Registrando tudo com muito amor e sensibilidade.

Maiarademarco3

Compartilho da visão de que a fotografia é uma maneira incrível de eternizar momentos, e não somente isso, como uma excelente maneira de registrar a história e a história de nossas famílias. Tenho comigo um enorme arrependimento de ter pouquissimas fotos gravida e dos primeiros meses da Beatriz e isso faz uma diferença enorme!

Encontrar uma fotógrafa que capte a essencia do momento também nem sempre é uma tarefa fácil, ainda mais em um momento onde estamos tão sensíveis. Justamente por isso adorei o trabalho da Maiara, pois transmite uma sensibilidade e um bom gosto incrível.

Maiara de marco

 

Para quem é de Campinas e Região vale a pena conferir o trabalho dela, tanto no site quanto no instagram e conhecer um pouco mais dessa mãe fotógrafa! <3

 

Serviço:

Maiara de Marco Fotografia
Contato: (19) 971616160
Site: maiarademarco.com.br
Facebook: Maiara de Marco Fotografia
contato@maiarademarco.com.br

12 jan 2017

Se olhar com carinho.

Post por Isabela Kanupp às 10:12 em Maternidade

Quando a Beatriz nasceu foi como se minha vida virasse do avesso, não somente por toda a mudança da rotina que é exigido quando um bebê chega, mas porque tudo que eu sabia ou acreditava saber, havia mudado. Muitas dessas questões foram resinificadas para mim, tomaram outras proporções, mudaram as prioridades e o nível de importância que damos a ela, porém, para além disso, eu me senti desconectada com o mundo.
É normal, é comum. Faz parte do puerpério todas essas mudanças, faz parte da nossa descoberta como cuidador (e não somente como ser que é cuidado), faz parte de toda a transformação que acontece e nossa posição na sociedade que subitamente muda. Ontem éramos filhos, hoje somos mães.

Porém junto com isso, eu senti outras mudanças.
Quando algo novo acontece na nossa vida, quando descobrimos um novo interesse, quando tudo se torna novidade, ficamos em um estado de euforia que faz com que tudo pareça perfeito. Lembro que uma das frases que eu repetia muito quando a Beatriz era bem pequena ainda: “Se eu soubesse que era assim, eu tinha tido filho antes”. Quando olho para o passado e me lembro dessa frase eu só consigo pensar como eu estava louca.

Por tudo ser novidade nem sempre nos atentamos aos detalhes, aos pequenos incômodos diários, nem sempre damos atenção devida àquela tristeza que insiste em permanecer conosco, algo que pode ser um sinal de um problema antigo (como no meu caso, já falei sobre isso aqui) ou algo novo.

se olhar com carinho


Quando Beatriz nasceu, além de eu ser muito nova, eu tinha pouquíssimo contato com outras mulheres que também eram mães. Além disso, pouco se falava desse lado não romantizado da maternidade, então as poucas vezes que questionei alguém sobre o que eu estava sentido ser normal ou não, eu obtive a resposta de que “era assim mesmo”. Hoje sei que não precisa ser assim.

É comum sentir essa desconexão do mundo, esse sentimento de não pertencer mais a determinados ambientes ou círculos sociais. Se você se tornou mãe muito jovem, muito provavelmente suas amigas estão em outra fase, enquanto você está na jornada solitária de ser mãe. Então sim, é comum se sentir assim, mas nem por isso não significa que não precisa de uma atenção mais detalhada, de um acompanhamento, principalmente para a situação não se agravar.

se olhar com carinho

 

Hoje estamos falando mais sobre a versão não romantizada da maternidade, sobre o que chamamos de “lado b”, de que nem tudo são flores (na verdade quase nada). Hoje temos mais liberdade e menos tabus para falarmos de depressão, seja ela pós-parto ou algo que já existia antes do nascimento dos filhos, mas estava de certa maneira adormecido em nós. Hoje é relativamente mais fácil obter ajuda médica, apesar de ainda termos muitos obstáculos pela frente até conseguirmos um atendimento verdadeiramente humano.

Ainda temos que lidar com a noção de que nós, mães, temos que aguentar tudo e abdicar de toda a nossa existência. E isso na verdade acaba, de uma maneira geral, prejudicando demais a situação de quem já se encontra em um quadro de depressão.
É preciso entendermos que somos humanas. E que assim como nossos filhos e como qualquer outro ser humano, precisamos de cuidados, precisamos de tempo para nós, precisamos de um olhar mais atento as nossas necessidades também.

se olhar com carinho


Se sentir triste pode ter se tornado comum para você, mas não precisa ser assim. Assim como você não precisa se sentir completamente grata, feliz e maravilhada apenas por ser mãe. Mas é preciso buscar um equilíbrio, buscar entender as angústias que na maternidade ainda são pouco faladas, é preciso se priorizar, se olhar com carinho.

Um dos meus maiores arrependimentos é ter deixado uma simples tristeza se tornar algo tão grande e inevitável. E isso aconteceu justamente por acreditar que com o tempo passaria, por acreditar que não era nada demais, por acreditar que “é normal”.
Claro que às vezes pode ser algo comum e passageiro, mas nem sempre conseguimos saber isso por si só.

É preciso se olhar com carinho.
É preciso se olhar e se humanizar.

 

 

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09 jan 2017

7 dicas para economizar na festa infantil. – Em casa.

Post por Isabela Kanupp às 10:30 em Festa Infantil

Quando falamos em festa infantil muitas pessoas logo imaginam aquela festa em um buffet quase no valor de uma moto. A verdade é que até mesmo festas feitas em casa, geram gastos que nem sempre estamos preparados ou não imaginamos.
Contei aqui da festa de 7 anos da Beatriz, que foi uma festa que quase não aconteceu mas por fim deu tudo certo. Porém, minha trajetória em festa infantil já está consolidada: desespero, nervoso, estresse.
Foi somente com o tempo que fui aprendendo algumas dicas básicas para evitar um pouco disso tudo e claro, economizar. Com isso separei para vocês 7 dicas para economizar na festa infantil que fez toda a diferença para mim!

7 dicas para economizar na festa infantil

1 – Defina o “tema”.

Não precisa ser um personagem, pode ser apenas uma determinada paleta de cores. É importante ter algo para se guiar, principalmente para evitar comprar coisas desnecessárias. Por exemplo, se você define uma tabela de cores de azul/vermelho/amarelo, sabe que determinadas cores não combinariam, então evita comprar produtos dessas cores. Melhor do que comprar e chegar na hora não ter o que fazer com aquilo né? Quanto antes definir o tema ou a paleta de cores, melhor.

2 – Antecedência é tudo.

E quando falo antecedência é antecedência MESMO.
Claro que com crianças maiores fica um pouco mais complicado. Aqui, por exemplo, Beatriz decidiu qual tema queria nos 45 minutos do segundo tempo, então foi uma correria danada.
Com crianças menores é mais fácil. Observamos suas preferências – por cores, desenhos animados, personagens, etc – mas a decisão fica conosco.
Com antecedência conseguimos nos organizar melhor, pesquisar preços e, para mim, o mais importante: comprar antecipadamente e pouco a pouco.

3 – A festa é para seu filho.

Parece bobo, mas entender que a festa é apenas para o seu filho, para comemorar o nascimento dele, que o mais interessado e beneficiado com essa festa é ele, é importantíssimo. Isso faz com que a gente deixe de pensar tanto nos outros. Claro, pensamos no que todo mundo irá comer e beber, afinal, é uma festa. Mas saímos daquele pensamento de que a festa tem que estar bonita para o outro, tem que estar confortável para o outro, etc. Saímos do modo “aparência”.

4 – Procure inspirações.

É relativamente fácil encontrar na internet sobre decoração de festa infantil, principalmente com muitos itens faça você mesmo. Além de blogs que falam sobre o assunto, também é possível fazer uma busca pelo tema escolhido no Pinterest. Claro que muitas coisas estão fora da nossa realidade, mas muitas coisas são possíveis de adaptar. Sem contar que temos muitas ideias, coisas simples que por vezes não pensamos. Nesse ano o aniversário da Beatriz teve muiiiita inspiração que vi no pinterest!

 

5 – Não surte!

Nunca ficará 100%, nunca, nunca, nunca. Então, não surte!
Tente manter a calma em todo o processo, isso ajuda demais a inclusive, não tomar atitudes de forma impulsiva.
Muitas vezes temos toda uma festa/decoração planejada dentro da nossa cabeça, porém quando vamos procurar itens para colocar isso em prática nem sempre dá certo. Não surte, busque alternativas, outras lojas, outras opções de tema ou até mesmo tente desapegar um pouco do que você idealizou e tente o possível.

 

6 – Pense com carinho na lista de convidados.

Aqui a lista de convidados sempre foi algo bem “enxuto”. Acredito que apenas no primeiro ano da Beatriz que teve mais convidados, afinal, foi o primeiro ano né? Mas todos os aniversários conseguimos comemorar em casa – o que ajuda a economizar uma boa grana – justamente por conta do número de convidados.
Use a estratégia dos 6 meses: essa pessoa que você pretende convidar, esteve presente na sua vida e na vida do seu filho nos últimos 6 meses? Se não esteve, porque convidar?

 

7 – Peça ajuda!

Se você vai fazer tudo da maneira “faça você mesmo”, saiba que nem por isso você precisa fazer sozinha. Aqui sempre todo mundo ajudou, tia, amigas, cunhada, avó. Cada uma com sua função, com aquilo que leva mais jeito e no fim, sempre dá certo. Não tenha vergonha de pedir ajuda, não conseguimos fazer tudo sozinhas e poxa, é família né? Muitas vezes pedindo ajuda conseguimos economizar muito com coisas como decoração (aquela tia que sabe fazer uma decoração como ninguém sabe?), bolo e docinhos (aquela prima que sempre faz os bolos das festas…) e por aí vai!

 

No fim, o mais importante mesmo, é que é uma festa para celebrar mais um ano daquela criança. O “personagem principal” não é a decoração, é o seu filho. Quem tem que ficar feliz com a festa não são os convidados, mas seu filho.
Fazer festa infantil é cansativo, é estressante mesmo quando conseguimos minimizar esse estresse, e muitas vezes juramos que nunca mais faremos festa em casa, mas no fim é uma delícia, no fim sentimos que valeu a pena, por mais simples que tenha sido!
Além disso, lembre-se que vivemos no mundo real, com expectativas reais. Não vivemos dentro do pinterest, não vivemos vidas glamourosas de revistas infantis. Decoração, tema, cores, são apenas detalhes. Não saia da sua realidade, das suas possibilidades, para tentar atingir expectativas dos outros.

 

 

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